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A Importância dos Orgânicos para uma Alimentação Saudável




Um dos principais pilares de uma vida saudável é a alimentação saudável. Até bem pouco tempo atrás, saúde era conceituada como “ausência de doença”. Hoje sabemos que esse conceito está ultrapassado e que ter saúde vai muito além de não estar doente.
Uma alimentação equilibrada significa escolher uma dieta com alimentos certos, nas quantidades adequadas, em que cada refeição apresente itens dos 3 grupos – energéticos (carboidratos e gorduras), construtores (proteínas) e reguladores (vitaminas, minerais e fibras), sendo assim, capazes de oferecer todos os nutrientes que nosso corpo precisa para viver com saúde e em harmonia.
Com o excesso de compromissos e a correria do dia a dia, as pessoas limitam-se na escolha de opções saudáveis na prática alimentar. Um dos hábitos que alguns indivíduos têm é o de tentar consumir alimentos que seriam mais salubres. A própria indústria nos oferece várias opções de alimentos fortificados. Você tem o leite com ferro, bolacha com mais fibra, margarina com vitamina E, suco com mais vitamina e tantas outras opções. É aí que entra a importância dos alimentos orgânicos.
Sabe-se que cada vez mais, produtores utilizam agrotóxicos e substâncias químicas no cultivo de hortaliças, com o objetivo de aumentar o tempo de vida dos produtos e acelerar sua colheita. Mas justamente nestes alimentos, que são tão recomendados para uma boa saúde, encontramos contaminantes extremamente prejudiciais. Pesquisas comprovam que certos pesticidas podem causar danos ao sistema nervoso, rins, fígado e coração.
 Além de outros objetivos, os alimentos orgânicos visam preservar a qualidade nutricional de frutas e verduras. Sua produção não se limita apenas à ausência de agrotóxicos. O processo é baseado no cultivo adequado, em locais livres de substâncias tóxicas, solo fértil, respeitando o meio ambiente e o ciclo natural de desenvolvimento do alimento.
 A grande vantagem dos alimentos orgânicos é que eles possuem mais nutrientes. Isso porque os solos balanceados e fertilizados com adubos naturais produzem alimentos mais nutritivos. A comida fica mais saborosa, conservando as propriedades naturais dos alimentos, como vitaminas, sais minerais, carboidratos e proteínas. Um alimento orgânico está livre de aditivos químicos, nocivos à saúde. Em solos equilibrados, as plantas crescem mais saudáveis e mantém suas características originais, como aroma, cor e sabor.
            Como exemplo disso temos:
  • Um estudo da Universidade Federal de Lavras encontrou em alfaces adubadas com adubo orgânico, concentrações maiores de fósforo, potássio e magnésio, quando comparados com a alface submetida à adubação convencional.
  • Uma pesquisa, publicada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, apontou que cenouras orgânicas contêm maiores quantidades de zinco e selênio, demonstrando mais uma vez que, hortaliças adubadas com compostos orgânicos apresentam maiores teores de nutrientes.
  • A Universidade Federal do Paraná, recentemente publicou um estudo de grande impacto, demonstrando que a alface, o almeirão e a rúcula orgânicos possuem maiores quantidades de substâncias antioxidantes.
  • Plantas cultivadas organicamente tendem a concentrar mais nutrientes na sua composição química, sendo, portanto, mais nutritivas que os alimentos convencionais. Essa pesquisa, realizada pelo PRONAF (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), apontou uma superioridade nutricional nas hortaliças cultivadas organicamente, considerando a hipótese de que práticas de manejo e insumos mais enriquecidos estejam contribuindo para esta situação.
  • Uma revisão de 41 estudos apresentado no The Journal of Alternative and Complementary Medicine comparando alimentos orgânicos e convencionais encontrou entre os orgânicos um aumento na taxa de 21 nutrientes analisados. Entre os nutrientes pesquisados estão o ferro, o magnésio, o fósforo e a vitamina C.
 Depois dessas comprovações e afirmações podemos concluir que esses alimentos, além dos benefícios á saúde, também contribuem para a proteção do meio ambiente, pois em seu cultivo não é utilizado nenhum tipo de produto químico no solo, nem na água. Participando assim efetivamente da sustentabilidade, gerando benefício não somente ao ambiente, mais também ao homem do campo que tanto sofre com as conseqüências de um cultivo convencional, repleto de aditivos químicos nocivos à saúde.
 O tempo não para e está na hora de começarmos a nos preocupar com a saúde e o meio ambiente, pois amanhã pode ser tarde. Então sempre que possível, consuma e recomende alimentos orgânicos. Invista na sua saúde e da sua família, priorizando uma alimentação saudável e ecologicamente correta.
Patrícia Maldi é nutricionista, especialista em Fitoterapia Clínica e Nutracêutica e    mestranda em Nutrição Esportiva pela FM/UFG.

A violência do agrotóxico

Agropecuarista vê gado agonizar pela segunda vez, vítima de veneno agrícola alheio. Caso entrará em documentário de Silvio Tendler

18/04/2011

Vinicius Mansur

Há pouco mais de duas semanas (31/03) a equipe de filmagem do documentário sobre os agrotóxicos, dirigido por Silvio Tendler, estava em Paraipaba, Ceará, cerca de 90 quilômetros a noroeste da capital Fortaleza. Foram investigar as acusações contra a empresa do agronegócio, de origem holandesa, Companhia Bulbos do Ceará (CBC), por uso indiscriminado de agrotóxicos.
Em fevereiro, a Justiça do Ceará havia deferido liminar proibindo o uso de veneno pela CBC. Entre as explicações estão coceira na pele e problemas respiratórios na comunidade local, a provável contaminação da lagoa da Cana Brava - a 100 metros da fazenda e principal reservatório de água que abastece o município – além da morte, por contaminação comprovada em laboratório, de 18 cabeças de gado do agropecuarista Henry Romero.
Na manhã seguinte à visita da equipe de filmagem, 15 animais de seu Henry apareceram doentes – alguns agonizantes, como mostram vídeos gravados pelo agropecuarista, sob orientação do Ministério Público. Até o fechamento desta matéria, 12 já haviam morrido.
“O tempo todo que estivemos conversando com seu Henry na propriedade dele, um cara numa caminhonete, dentro da área da CBC, um funcionário, ficava cantando pneu pra cima e pra baixo. Nitidamente para nos coagir. Tanto que no final, seu Henry falou ‘fiquem tranquilos’ e nos escoltou até a saída”, relatou a documentarista Aline Sasahara.
As propriedades de seu Henry e CBC são vizinhas. Atualmente, separadas por uma “telinha transparente”, como descreve Aline.


Veneno à deriva
Seu Henry é cauteloso e não acusa a empresa de envenenamento direcionado. Entretanto, diz não ter dúvida de que seus animais são vítima do veneno lançado aos montes por seu vizinho:
“Já foi descartado qualquer tipo de doença. É veneno que partiu de lá e o que vai dizer qual veneno é a biopsia. Sabemos que eles nunca obedeceram a ordem de parar de pulverizar. Se eles plantam, eles pulverizam, porque não tem como colher essas culturas sem usar o veneno.”
Cada um dos dois pulverizadores usados pela CBC armazena 2 mil litros de veneno e possuí dois braços de 20 metros que fazem a pulverização suspendida. As duas máquinas juntas chegam a envergadura de 80 metros e são utilizadas para pulverizar uma área de aproximadamente 22 hectares, segundo Henry:
“A área deles é pequena, não chega a 180 metros de largura, então dá pra você imaginar: 80 metros de braço jogando o veneno à deriva.”

CBC
Criada em 2004, a CBC produz bulbos - caule arredondado do qual brotam flores ornamentais, como a Canna indica, Amaryllis e Caladium. Apesar de serem consumidos pelos EUA e Europa, é em Paraipaba que os bulbos e a CBC encontram as melhores condições para florecer: longo período de sol, Porto de Pecém a 50 quilômetros de distância, baixo custo da terra e mão-de-obra barata. Todas estas “vantagens”, entretanto, parecem não dispensar a necessidade do veneno: de acordo com a Agência de Defesa Agropecuária do Ceará (Adagri), a CBC utiliza 29 tipos de agrotóxicos, sendo dez altamente tóxicos ao meio e sem registro administrativo de órgãos ambientais estadual e federal. De acordo com a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), a CBC também não possui licenciamento ambiental.
Para agravar a situação, a plantação da CBC se localiza em um platô, com incidência de fortes vento, e é rodeada por um povoado de quase 700 habitantes – muitos deles dependentes da empresa. Em épocas de forte safra, a CBC emprega até 150 trabalhadores. Assim, a população que sofre com a propagação do veneno pela terra, água e ar, pouco pode fazer. “Todo mundo tem medo de falar, porque são vizinhos, porque trabalham lá ou tem parentes que trabalham. Seu Henry tem uma situação econômica muito melhor que a maioria das pessoas ali, então ele pode falar. Mas, a empresa está fazendo um trabalho junto aos moradores, dizendo que se ela fechar a culpa vai ser do seu Henry, que as pessoas vão perder emprego, que ele devia ficar quieto”, conta a documentarista Aline.

Seu Henry
Com aproximadamente 160 cabeças de gado leitero, há mais de 30 anos no ramo “sem usar agrotóxico e nenhum produto que venha causar algum transtorno para a natureza ou para os animais”, seu Henry levou um grande prejuízo. “Todos os dias estou mandando 500 reais de medicamento para a fazenda, mas não está resolvendo. Morreram animais que eu ainda estou pagando. Comprei no leilão”, reclama.
Contudo, o agropecuarista dá outras razões para seu abatimento. “Eu tenho esse apego aos animais, mas são só animais. E as pessoas lá? Tem um povoado de 130 casas, todas pessoas honestas, humildes que não podem falar nada. Segundo os profissionais químicos, o veneno é absorvido pela medula e vai acumulando, acumulando, até causar leucemia e outros problemas. E tem um caso aqui, a 80 metros do campo, que há uma escola que estudam 200 crianças, em dois turnos. Então, o que estão fazendo é um crime, uma ignorância brutal”, conclui.


INSETICIDAS NATURAIS

Em época de dengue e calor, as pragas e fungos atuam nos jardins. Vou passar algumas receitas muito eficazes de inseticidas naturais no jardim. Caldas de fumo e sabão, bordalesa e sulfocálcica, emulsão de óleo, macerado de urtiga e outras receitas naturais são muito utilizadas na agricultura orgânica para combater pragas e são eficientes também no jardim.
A calda bordalesa é um fungicida eficaz e controla manchas nas folhagens;
Não aplique jamais em bromélias e orquídeas
Ingredientes:
1 saco de pano;
200g de sulfato de cobre;
200g de cal virgem e 20 litros de água.

Modo de fazer:
Com o saco de pano prepare um sachê com o sulfato de cobre. Mergulhe o sachê em 18 litros de água por 3 ou 4 horas até que o sulfato dissolva. À parte, misture a cal em 2 litros de água e despeje na solução preparada com o sulfato dissolvido. Mexa bem.
Importante: Antes de usar a calda bordalesa, faça um teste de acidez: mergulhe uma lâmina de ferro no preparado. Se ela escurecer, não aplique ainda a calda no gramado. Acrescente um pouco mais de cal e faça o teste novamente. Caso a lâmina continue saindo manchada, adicione mais cal até que a lâmina não saia sem escurecer.
A calda bordalesa deve ser usada no máximo até o terceiro dia após o preparo. Em plantas pequenas ou em fase de brotação, não recomenda-se aplicar em concentração forte.

A calda de fumo e sabão é um bom inseticida e ainda ajuda a combater as lagartas e pulgões;
Ingredientes:
10 cm de fumo de rolo
50 g de sabão de coco ou neutro
1 litro de água

Modo de fazer:
Pique o fumo e o sabão em pedaços, junte a água e misture bem. Deixe curtir por cerca de 24 horas. Coe e pulverize as plantas atacadas.

A calda sulfocálcica é indicada no combate a ácaros e ferrugem; Ingredientes:
100 ml de solução sulfocálcica
(encontrada em lojas de produtos agropecuários)
10 litros de água


Modo de fazer:
Misture bem e pulverize as plantas atacadas uma vez a cada 15 dias. Em época de chuvas, deve-se aplicar uma vez por semana.
A emulsão de óleo é usada contra cochonilhas.
Ingredientes:
2 litros de água
1 kg de sabão comum (em pedra ou líquido)
8 litros de óleo mineral

Modo de fazer:
Pique o sabão (se for em pedra), misture com o óleo e a água e leve ao fogo, mexendo sempre, até que levante fervura. A mistura vai adquirir a consistência de uma pasta. Guarde em um pote bem tampado e na hora da aplicação, dissolva cerca de 50g pasta em água morna e dilua tudo em 3 litros de água.
O macerado de urtiga espanta pulgões
Ingredientes:
11 litros de água
100 g de folhas frescas de urtiga (use luvas para manusear a planta, pois ela causa irritações na pele).

Modo de fazer:
Misture as folhas de urtiga em um litro de água. Deixe a infusão agir por 3 dias, mantendo-a em um local seco e à meia-sombra. Coe e dilua o extrato em 10 litros de água. Este preparado pode ser armazenado por alguns dias (em local seco e arejado) para pulverizações preventivas nas plantas a cada 15 dias.
Chá de angico combate as lagartas.
Ingredientes:
100 g de folhas de angico
1 litro de água

Modo de fazer:
Coloque as folhas de angico de molho na água por cerca de 10 dias, misturando diariamente. Coe o chá e guarde em uma garrafa tampada. Quando for utilizar em pulverizações, dilua uma parte do extrato em 10 partes de água.
Experimente estas receitas e mantenha suas plantas livres dos venenos.
(Fonte: Coordenadoria de Assistência Técnica - CATI)

Qualquer ser vivo só sobrevive se houver alimento adequado disponível para ele. Em outras palavras, a planta ou parte da planta cultivada só será atacada por insetos, ácaros, nematóides, fungos e bactérias quando houver na seiva, exatamente o alimento que eles precisam. Este alimento é constituído, principalmente, por aminoácidos, açucares redutores, esteróis, vitaminas e outras substâncias simples livres e solúveis, pois os insetos e fungos possuem poucas enzimas e estas apenas conseguem digerir substâncias simples presentes na seiva da planta. Os teores e principalmente a proporção destas substâncias relacionados com os teores de nutrientes minerais na seiva são determinantes na maior ou menor susceptibilidade das plantas aos parasitas.
E, para que a planta tenha uma quantidade maior de aminoácidos (substâncias simples), basta tratá-la de maneira errada: adubações desequilibradas, aplicações de agrotóxicos, estresses, podas etc.
Portanto, um vegetal bem alimentado e manejado considerando todas as suas necessidades e equilíbrios, dificilmente será atacado por "pragas e "doenças". As ditas pragas e doenças, morrem de fome numa planta equilibrada. Podemos trocar o nome de pragas e doenças para indicadores de mau manejo. Insetos, ácaros, nematóides, fungos, bactérias e vírus são a conseqüência e não a causa do problema.


Assim como os agrotóxicos, os extratos vegetais têm limitações quanto à eficiência no controle de parasitas e são altamente dependentes do estado de equilíbrio dos nutrientes do solo e da planta. Há uma gama de espécies vegetais que se pode elaborar extratos para proteção das plantas e animais.
Algumas plantas utilizadas na elaboração de extratos para o Biocontrole de Pragas e Doenças de plantas e/ou animais.
Nome da Planta - Espectro de Ação
Allamanda nobilis - inseticida
Alho - inseticida, repelente, bactericida, fungicida, nematicida.
Anonas - inseticida, larvicida, repelente, inibidor de ingestão
Araucária (Araucaria angustifolia) - inseticida p/ animais
Arruda - inseticida
Cálamo aromático - Acorus calamus - inseticida
Camomila - fungicida, indutor de resistência a doenças
Coentro - inseticida
Cravo-de-defunto - Tagetes minuta - inseticida, nematicida, repelente
Erva-de-rato - Palicourea marcgravii - raticida
Eucaliptus citriodora - repelente
Escila vermelha - Urginea maritima - raticida
Fumo - inseticida, repelente, fungicida, acaricida
Hortelã - repelente
Jacatupé - Pachyrrhizus tuberosus - inseticida (Rotenona)
Mamão - fungicida
Mamey - Mammea americana - inseticida, repelente, nematicida, anti-carrapato
Nim - Azadirachta indica - inseticida (413 espécies), repelente, fungicida, nematicida, inibidor de ingestão, inibidor de vírus ; Medicinal, Anticoncepcional etc
Pimenta-do-reino - inseticida
Pimenta vermelha - inseticida, repelente, inibidor de ingestão, inibidor de virus
Urtiga - Urtica urens - inseticida

Dentre estas plantas se destaca o Nim (Azadirachta indica) a Árvore Multiuso Nim- clique em -Saudações à Primavera e Outubro, Plantas e controle de pragas)
O Nim é uma árvore da família Meliaceae, a mesma da Santa Bárbara ou Cinamomo, Cedro e Mogno. Originária da Índia, pesquisada, cultivada e com crescente utilização nos EUA, Austrália, países da África e América Central. Da qual já falei em coluna passada (ver almanaque) .
É utilizada há mais de 2000 anos na Índia para controle de insetos pragas (mosca branca, minadoura, brasileirinho, carrapato, lagartas e pragas de grãos armazenados), nematóides, alguns fungos, bactérias, na medicina humana e animal, na fabricação de cosméticos, reflorestamento, como madeira de lei, adubo, assim como no paisagismo. Pode-se utilizar todas as partes da árvore, ou seja as folhas, frutos, sementes moídas, óleo e torta das sementes, casca da árvore e madeira.
São mais de 413, o número de espécies de insetos pragas de cultivos e criações sensíveis ao Nim estudadas até 1995 por Schmuterer. Destas existem no Brasil 125 espécies, entretanto está se verificando muitas outras espécies sensíveis ao Nim como a broca do cafeeiro e bicho mineiro. O Nim também controla várias espécies de nematóides e parasitas animais.

Sites interessantes recomedados:

O MUNDO SEGUNDO A MONSANTO

Vale a pena entender o perigo que os transgenicos podem causar a nossa saude, assim como outros docunentarios ligados a segurança alimentar. Todos podem ser encontrados em DOCVERDADE. A informação e a diferença que falta para um futuro melhor. Começarei aqui uma serie de sinopses de documentarios e reportagens que vale a pena assistir (mesclando com outras informações...)



"O Mundo segundo a Monsanto", um filme que denuncia a gigante dos transgênicos

PARIS, 11 Mar 2008 (AFP) - O documentário "O Mundo segundo a Monsanto", exibido nesta terça-feira pela TV franco-alemã Arte, traça a história da principal fabricante de organismos geneticamente modificados (OGM), cujos grãos de soja, milho e algodão se proliferam pelo mundo, apesar dos alertas de ambientalistas.

A diretora, a francesa Marie-Monique Robin, baseou seu filme - e um livro de mesmo título - na empresa com sede em Saint-Louis (Missouri, EUA), que, em mais de um século de existência, foi fabricante do PCB (piraleno), o agente laranja usado como herbicida na guerra do Vietnã, e de hormônios de aumento da produção de leite proibidos na Europa.

O documentário destaca os perigos do crescimento exponencial das plantações de transgênicos, que, em 2007, cobriam 100 milhões de hectares, com propriedades genéticas patenteadas em 90% pela Monsanto.

A pesquisa durou três anos e a levou aos Estados Unidos e a países como Brasil, Índia, Paraguai e México, comparando as virtudes proclamadas dos OGM com a realidade de camponeses mergulhados pelas dívidas com a multinacional, de moradores das imediações das plantações pessoas que sofrem com problemas de saúde ou de variedades originais de grãos ameaçadas pelas espécies transgênicas.

Robin relatou em entrevistas divulgadas pela produção do filme que tentou em vão obter respostas da Monsanto para todas essas interrogações, mas que a companhia decidiu "não avaliar" seu documentário.

Um capítulo do livro, intitulado "Paraguai, Brasil, Argentina: a República Unida da Soja", relata o ingresso desse cultivo nesses países, que estão hoje entre os maiores produtores do mundo, por meio de uma política de fatos consumados que obrigou as autoridades do Brasil e do Paraguai a legalizar centenas de hectares plantados com grãos contrabandeados.

A legalização beneficiou obviamente a Monsanto, que pôdo cobrar assim os royalties por seu produto.

Marie-Monique Robin é uma famosa jornalista independente, que, em 2004, gravou um documentário sobre a Operação Condor chamado "Esquadrões da Morte: A Escola Francesa"- para o qual entrevistou vários dos maiores repressores das ditaduras militares dos anos 70.

Organização dos Estados Americanos determina suspensão imediata de Belo Monte


Publicado em 05 de abril de 2011
Por Xingu Vivo
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) solicitou oficialmente que o governo brasileiro suspenda imediatamente o processo de licenciamento e construção do Complexo Hidrelétrico de Belo Monte, no Pará, citando o potencial prejuízo da construção da obra aos direitos das comunidades tradicionais da bacia do rio Xingu.
De acordo com a CIDH, o governo deve cumprir a obrigação de realizar processos de consulta “prévia, livre, informada, de boa-fé e culturalmente adequada”, com cada uma das comunidades indígenas afetadas antes da construção da usina. O Itamaraty recebeu prazo de quinze dias para informar à OEA sobre o cumprimento da determinação.
A decisão da CIDH é uma resposta à denúncia encaminhada em novembro de 2010 em nome de varias comunidades tradicionais da bacia do Xingu pelo Movimento Xingu Vivo Para Sempre (MXVPS), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Prelazia do Xingu, Conselho Indígenista Missionário (Cimi), Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH), Justiça Global e Associação Interamericana para a Defesa do Ambiente (AIDA). De acordo com a denúncia, as comunidades indígenas e ribeirinhas da região não foram consultadas de forma apropriada sobre o projeto que, caso seja levado adiante, vai causar impactos socioambientais irreversíveis, forçar o deslocamento de milhares de pessoas e ameaçar uma das regiões de maior valor para a conservação da biodiversidade na Amazônia.
“Ao reconhecer os direitos dos povos indígenas à consulta prévia e informada, a CIDH está determinando que o governo brasileiro paralise o processo de construção de Belo Monte e garanta o direito de decidir dos indígenas”, disse Roberta Amanajás, advogada da SDDH. “Dessa forma, a continuidade da obra sem a realização das oitivas indígenas se constituirá em descumprimento da determinação da CIDH e violação ao direito internacional e o governo brasileiro poderá ser responsabilizado internacionalmente pelos impactos negativos causados pelo empreendimento”.
A CIDH também determina ao Brasil que adote medidas vigorosas e abrangentes para proteger a vida e integridade pessoal dos povos indígenas isolados na bacia do Xingu, além de medidas para prevenir a disseminação de doenças e epidemias entre as comunidades tradicionais afetadas pela obra.
“A decisão da CIDH deixa claro que as decisões ditatoriais do governo brasileiro e da Justiça, em busca de um desenvolvimento a qualquer custo, constituem uma afronta às leis do país e aos direitos humanos das populações tradicionais locais”, disse Antonia Melo, coordenadora do MXVPS. “Nossos líderes não podem mais usar o desenvolvimento econômico como desculpa para ignorar os direitos humanos e empurrar goela abaixo projetos de destruição e morte  dos nossos recursos naturais, dos povos  do Xingu e da Amazônia, como é o caso da hidrelétrica de Belo Monte”.
“A decisão da OEA é um alerta para o governo e um chamado para que toda a sociedade brasileira discuta amplamente este modelo de desenvolvimento autoritário e altamente predatório que está sendo implementado no Brasil”, afirma Andressa Caldas, diretora da Justiça Global. Andressa lembra exemplos de violações de direitos causados por outras grandes obras do PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento do governo. “São muitos casos de remoções forçadas de famílias que nunca foram indenizadas, em que há graves impactos ambientais, desestruturação social das comunidades, aumento da violência no entorno dos canteiros de obras e péssimas condições de trabalho”.
Críticas ao projeto não vêm apenas da sociedade civil organizada e das comunidades locais, mas também de cientistas, pesquisadores, instituições do governo e personalidades internacionais. O Ministério Público Federal no Pará, sozinho, impetrou 10 ações judiciais contra o projeto, que ainda não foram julgadas definitivamente.
“Estou muito comovida com esta notícia”, disse Sheyla Juruna, liderança indígena da comunidade Juruna do km 17, de Altamira. “Hoje, mais do que nunca, tenho certeza que estamos certos em denunciar o governo e a justiça brasileira pelas  violações contra os direitos dos povos indígenas do Xingu e de todos que estão juntos nesta luta em defesa da vida e do meio ambiente. Continuaremos firmes e resistentes nesta luta contra a implantação do Complexo de Belo Monte”.
A decisão da CIDH determinando a paralisação imediata do processo de licenciamento e construção de Belo Monte está respaldada na Convenção Americana de Direitos Humanos, na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), na Declaração da ONU sobre Direitos Indígenas, na Convenção sobre Biodiversidade (CBD) e na própria Constituição Federal brasileira (Artigo 231).
Para ler a integra do documento, acesse http://www.xinguvivo.org.br/wp-content/uploads/2010/10/Carta_otorgamiento_corregida_peticionario1.pdf

Mais informações:
Antonia Melo, coordenadora MXVPS – (93) 9135-1505
Sheyla Juruna, liderança indígena MXVPS – (93) 8126-8674
Andressa Caldas, diretora Justiça Global – (21) 8187-0794
Marco Apolo, presidente SDDH – (91) 8156-0860
Roberta Amanajás, advogada SDDH – (91) 8162-1232
Astrid Puentes, co-diretora AIDA – +1 (202) 294-3285
Cléber Buzatto, secretário-adjunto Cimi – (61) - 9979 7272

Assessoria de comunicação MXVPS
Tica Minami – (11) 6597-8359
Verena Glass – (11) 9853-9950

HIDROPÔNICO NÃO É ORGÂNICO

NÃO CONFUNDA: HIDROPÔNICO NÃO É ORGÂNICO
Com a atual variedade de produtos nos supermercados, fica difícil para o consumidor não se confundir entre tantos nomes: natural, hidropônico, processado, orgânico... A seguir, veremos com mais detalhes cada uma dessas denominações.
"Natural"
Em princípio, vale lembrar de que toda verdura, fruta ou legume é natural, já que o homem pode apenas reproduzir plantas a partir de sementes ou outras partes de plantas, multiplicando-as através da agricultura. Ou seja, independentemente do sistema em que foram produzidos (convencional ou orgânico), do grau de contaminação ou da qualidade nutricional que apresentem, qualquer verdura, legume ou fruta é natural. Portanto, a palavra "natural" indicada nas embalagens não significa que o produto esteja isento de agrotóxicos e outras substâncias que trazem riscos para a saúde humana.

"Processado"
Os produtos lavados, cortados e embalados, usados para facilitar a vida da dona de casa, continuam sendo verduras e legumes convencionais, ou seja, que receberam agrotóxicos e adubos químicos; apenas já foram selecionados pela indústria. Atualmente, é possível encontrar produtos higienizados e processados que foram produzidos no sistema orgânico e que por isso, não contêm agrotóxicos nem qualquer outro produto potencialmente tóxico. Para encontrá-los, basta verificar na embalagem a palavra "orgânico" juntamente com o selo de uma instituição certificadora. Desta forma, o consumidor terá a certeza de que os produtos processados seguiram, de fato, todas as normas de produção que geram alimentos saudáveis, como são os orgânicos.

"Hidropônico"
O hidropônico é um alimento produzido sem a presença do solo e sempre em ambiente protegido, ou seja, em estufa. Cultivado sobre suportes artificiais, em água, recebe soluções químicas para nutrição e tratamento de eventuais doenças.

"Orgânico"
O produto orgânico, ao trazer este nome na embalagem juntamente com o selo de uma Instituição Certificadora, demonstra a quem o compra muito mais que um alimento isento de substâncias nocivas à saúde. Ao ser gerado dentro de um sistema produtivo que preservou o ambiente natural, o produto orgânico contribui para a melhor qualidade de vida não de um consumidor isolado, mas de toda a sociedade.

Para ressaltar bem um produto hidropônico de um orgânico,
veja esta tabela comparativa:
HIDROPONIA
AGRICULTURA ORGÂNICA
Produção de alimentos sem o uso do solo
Produção de alimentos no solo
Plantas recebem agrotóxicos
Plantas não recebem agrotóxicos.
Plantas precisam receber fertilizantes químicos, devido a ausência de solo.
Plantas recebem apenas fertilizantes orgânicos ou minerais moídos.
Eventuais excessos de nutrientes ou impurezas na solução nutritiva podem se acumular no produto hidropônico.
O solo filtra e neutraliza as eventuais impurezas e a planta aproveita os nutrientes sem acumular excessos.
Plantas com metabolismo desequilibrado, suscetíveis ao ataque de pragas e doenças.
Plantas com metabolismo equilibrado, mais resistentes a pragas e doenças.
A beleza garante ao consumidor que o produto é saudável.
O sistema de produção certificado garante ao consumidor que o produto é saudável.

Código Florestal: nova versão do relatório de Aldo Rebelo pode reduzir ainda mais proteção de áreas de preservação


A nova versão do relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) sobre mudanças no Código Florestal pode reduzir ainda mais a proteção de áreas de preservação permanente (APP) nas margens de rios e em volta de nascentes.
Segundo Rebelo, a pedido de representantes da agricultura familiar, as APPs poderão ser diminuídas em até 50%, além da redução já prevista na primeira versão do relatório. A legislação atual prevê que as APPs às margens de rios tenham pelo menos 30 metros de largura.
No texto, Rebelo sugeriu APPs de 15 metros para rios de 5 metros de largura, mas agora cogita exigir apenas 7,5 metros de área de proteção. “Esse é um pedido da agricultura familiar. Concordo e acho que pode ser estendido para outros produtores também. Mas o Ministério do Meio Ambiente não concorda, é um dos pontos que ainda estamos discutindo.”
O deputado também deve sugerir mudanças na proteção de nascentes nas pequenas propriedades. Segundo ele, a regra atual, que exige a preservação da vegetação nativa em toda área em um raio de 50 metros da nascente, inviabiliza a produção nas pequenas propriedades. “Cada nascente exige a preservação de quase um hectare. Em algumas regiões é comum ter várias nascentes próximas. Se tiver quatro ou cinco numa pequena propriedade, o dono não tem nem por onde andar, vai ficar devendo APP.”
Em julho do ano passado, uma comissão especial da Câmara aprovou a proposta de Rebelo para alterar a legislação ambiental. Polêmico, o texto foi alvo de contestações de ambientalistas, da comunidade científica e de movimentos sociais ligados à área rural. No início de março, o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), decidiu reabrir a discussão para que instituições enviassem sugestões ao relatório de Rebelo.
O prazo para contribuições termina na próxima semana. Segundo Rebelo, já há consenso sobre 90% do texto. “Há pontos localizados. Acho que temos um amplo acordo para preservar o meio ambiente e a produção agropecuária. O que não tiver acordo será levado para votação em plenário.”
Entre os pontos de divergência, além da redução de APPs de rios, está a simplificação da averbação da reserva legal (percentual mínimo de vegetação nativa a ser mantido em uma propriedade, que varia de 20% a 80%, dependendo do bioma).

O deputado também deve sugerir mudanças na proteção de nascentes nas pequenas propriedades. Segundo ele, a regra atual, que exige a preservação da vegetação nativa em toda área em um raio de 50 metros da nascente, inviabiliza a produção nas pequenas propriedades. “Cada nascente exige a preservação de quase um hectare. Em algumas regiões é comum ter várias nascentes próximas. Se tiver quatro ou cinco numa pequena propriedade, o dono não tem nem por onde andar, vai ficar devendo APP.”
Em julho do ano passado, uma comissão especial da Câmara aprovou a proposta de Rebelo para alterar a legislação ambiental. Polêmico, o texto foi alvo de contestações de ambientalistas, da comunidade científica e de movimentos sociais ligados à área rural. No início de março, o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), decidiu reabrir a discussão para que instituições enviassem sugestões ao relatório de Rebelo.
O prazo para contribuições termina na próxima semana. Segundo Rebelo, já há consenso sobre 90% do texto. “Há pontos localizados. Acho que temos um amplo acordo para preservar o meio ambiente e a produção agropecuária. O que não tiver acordo será levado para votação em plenário.”
Entre os pontos de divergência, além da redução de APPs de rios, está a simplificação da averbação da reserva legal (percentual mínimo de vegetação nativa a ser mantido em uma propriedade, que varia de 20% a 80%, dependendo do bioma).
Ao contrário das regras atuais e do que defende o governo, Rebelo diz que o registro não precisa ser feito em cartório e defende que a averbação seja apenas “declaratória”: o proprietário diz que mantém o percentual obrigatório de vegetação nativa, sem precisar comprovar com georreferenciamento. “Vai ser como o Imposto de Renda, que é declaratório. Não precisa ser feito em cartório. O proprietário vai declarar a reserva legal de boa-fé. É claro que caberá ao órgão ambiental avaliar se aceita ou não e checar.”
O deputado se reuniu ontem (31) com representantes dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente e pretende entregar na próxima semana uma nova versão do relatório. A data da votação do texto tem que ser definida pelo presidente da Câmara, Marco Maia.


Rebelo recebeu hoje apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), que preparou uma cartilha para tentar convencer os parlamentares que, sem as mudanças sugeridas por Rebelo, a produção agropecuária brasileira será inviabilizada. “Damos total respaldo ao relatório do Aldo. O texto está discutido, maduro e tem todas as condições de ser votado. Nossa meta é a preservação, queremos produzir com sustentabilidade e ter regras, mas que permitam aos agricultores trabalhar com segurança jurídica”, disse o presidente da entidade, Marcos Lopes de Freitas.
Rebelo disse que o apoio da OCB ajuda a democratizar a discussão sobre o Código Florestal, que, segundo ele, tem sido distorcida. “O debate está sendo pautado de maneira superficial e deformada, como se houvesse um embate entre os grandes produtores e os ambientalistas. Não é verdade que os grandes produtores sejam os únicos a querer mudanças na lei e não é verdade que todos os ambientalistas sejam contrários a qualquer alteração no código.”



Laboratório de logos


As inscrições para o concurso Laboratório de Logos já estão finalizadas. Durante um mês e meio tivemos adesão de diversos blogueiros de ótima qualidade e ficamos surpreendidos com o resultado da ação!
Na seleção dos blogueiros, buscamos acompanhar a dedicação do blogueiro, bem como sua disposição para dar continuidade ao trabalho que vem sendo feito.
Queremos saber o que você achou do concurso e quais as suas críticas para que possamos melhorar a proposta para o ano que vem. Esperamos melhorar cada vez mais e sua opinião é nossa principal matéria prima para continuar o processo de adaptação.
Para enviar comentários, utilize o email: contato@sustentalab.com.br


Sem mais delongas, os blogs selecionados foram:
Nome do blog: Ideias Sustentáveis
Url: www.drikafarah.blogspot.com
Nome do autor: Adriana Teixeira Simoni


Nome do blog: Reciclando as Ideias
Url: www.reciclandoasideias.blogspot.com
Nome do autor: Marcela Barquet


Nome do blog: Ideias Sustentáveis
Url: www.terraesaude.blogspot.com
Nome do autor: Guilherme Netter

Schwarzenegger e Cameron no Xingu



O cineasta James Cameron (Avatar) e o ator e governador do estado estadunidense da Califórnia, Arnold Schwarzenegger (O Exterminador do Futuro) estiveram ontem (23 de março) em Altamira. Os dois vieram para o Brasil participar do Fórum de Sustentabilidade, ocorrido em Manaus, e decidiram ir até a região onde o governo pretende construir a hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu.

O Instituto Sócio ambiental realizou um sobrevôo pela região, pela Transamazônica, pela vila de Belo Monte, pela área planejada para alagamento e pelos rios Xingu e Bacajá. O cineasta, o ator e uma equipe formada por assessores, seguranças e um cinegrafistas se dirigiram no avião Caravan Anfíbio conduzidos pelo ativista Marcelo Salazar, do ISA, até a Terra Indígena Arara, área a ser atingida pela hidrelétrica.

Os indígenas receberam a equipe com danças. Estavam presentes além do povo  arara, lideranças do povos Juruna e Kayapó, além de lideranças dos movimentos sociais de Altamira e alguns especialistas em Belo Monte convidadas também pelo Cacique José Carlos Arara. Cada povo contou a sua história embaixo de uma mangueira.

O Cacique Raoni estava lá e fez um discurso emocionante, relembrando encontros que teve com Marechal Rondon, Juscelino Kubitschek e outros presidentes, dizendo que nenhum deles havia desrespeitado seu povo com fez o presidente Lula e a Presidente Dilma. "Nós já dissemos que não queremos Belo Monte, não queremos que mexam mais na nossa terra", disse Raoni.

Os indígenas reafirmaram os perigos da construção de Belo Monte e alguns especialistas, como Philip Fearside, colocaram questões técnicas relacionadas a emissão de carbono e falta de investimentos estratégicos em energias alternativas.


Schwarzenegger disse que não é contra hidrelétricas e que é necessário considerar todos os aspectos envolvidos na construção deste tipo de empreendimento. O governador defendeu ainda a diversificação das fontes de energia.

James Cameron afirmou que continuará na luta, que os indígenas e movimentos sociais têm nele um aliado.  Declarou ainda que quer investir no Brasil em energias alternativas, direcionando investimentos pessoais e de amigos (como o Arnold) para criar soluções energéticas alternativas.

*Com informações e fotografias  de Marcelo Salazar (ISA