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Ramas da cenoura são mais nutritivas que a cenoura


Adaptação de Luís Guerreiro
Aquilo a maioria das pessoas joga fora para o lixo antes mesmo de sair da feira ou no máximo ao chegar em casa poderia ser tão nutritivo. As ramas de cenoura (ou folhas de cenoura) são mais nutritivas do que a própria cenoura, revela um estudo recente.
A conclusão é da farmacêutica pesquisadora Rosemary Gualberto Pereira da Universidade Federal Lavras, em Minas Gerais. Em suas palavras: "Estão jogando ferro, fibras e proteínas no lixo", resume-se a proporção do desperdício.

E não é só isso: As ramas de cenoura ainda são ricas em cálcio, magnésio, zinco e betacaroteno. A pesquisadora ainda revela:
“As cenouras hoje, praticamente, não necessitam do uso de agrotóxicos. Então, as ramas são quase que orgânicas. É mais uma vantagem para utilizar a rama da cenoura”.

Ramas de cenoura são mais nutritivas que a cenoura, conclui estudo

Didacticamente numa lista, as ramas de cenoura contêm:
  • cálcio,
  • magnésio,
  • zinco,
  • ferro,
  • betacaroteno,
  • fibras
  • vitamina K
  • clorofila

FARINHA DE RAMAS DE CENOURA. Como fazer em casa

A equipe de pesquisadoras desenvolveu a farinha de ramas de cenoura, que concentra alto valor nutritivo. Após secar e moer - elas dizem que dá até para fazer em casa - e o Saúde com Ciência vai dizer como proceder a secagem: Separe várias ramas de cenoura lavadas, higienizadas e secas (
aqueles secadores de verduras que a gente gira até sair a maior parte da água são eficientíssimos) e coloque entre duas folhas de papelão também limpas. Leve ao forno baixo com a tampa semiaberta (utilize o cabo de uma colher grande de inox para que o forno não se feche totalmente) e deixe por 20 minutos. Tire do forno e veja se as ramas já estão secas. Caso contrário, deixe mais um pouco no forno.

Quando estiverem completamente secas, mas não queimadas, coloque-as num processador e bata pulsando ou em velocidade fraca. Você terá a sua farinha de ramas de cenoura que poderá ser adicionada a batidos, molhos, cremes, bolos, pão, sopas, no feijão e até mesmo no arroz. É excelente para as crianças, que nem saberão que estão comendo algo tão nutritivo.


Notas
As ramas de cenoura, beterraba e nabos têm um valor nutricional surpreendentemente mais alto do que as raízes. A vitamina A  por exemplo é 192 vezes maior nas ramas do que a raiz de beterraba e o cálcio é de 7 vezes maior. Em nabos a vitamina K é 2100 vezes maior do que nas raízes.
Tome cuidado no entanto, especialmente se você tiver sensibilidade da pele, aparentemente há alguma evidência de que as pessoas possam ter uma irritação na pele ao comer rama de cenouras fresca...o processo de desidratação poderá ajudar aqui. Comece com pequenas quantidades...
Fitoquímicos
Fitoquímicos, que são encontrados em vegetais, frutas e nozes, podem reduzir o risco de câncer, derrames, atrasam o processo de envelhecimento, o equilíbrio do metabolismo hormonal, e tem propriedades antivirais e antibacterianas. O fitoquímico é um composto natural bioativo encontrado em alimentos de origem vegetal, que trabalha com nutrientes e fibras alimentares para proteger contra as doenças. A pesquisa sugere que os fitoquímicos, trabalhando em conjunto com os nutrientes encontrados em frutas, legumes e nozes, podem ajudar a retardar o processo de envelhecimento e reduzir o risco de muitas doenças, incluindo câncer, doenças cardíacas, derrame, hipertensão arterial, cataratas, osteoporose, e infecções do trato urinário. Eles podem ter mecanismos complementares e sobreposição de ação no organismo, incluindo efeitos antioxidantes, modulação de enzimas de desintoxicação, a estimulação do sistema imunológico, modulação do metabolismo hormonal e efeito antibacteriano e antiviral.
"Phyto" é uma palavra grega que significa planta e fitoquímicos são geralmente relacionadas com pigmentos vegetais. Então, frutas e legumes que tem cores vivas - amarelo, laranja, vermelho, verde, azul e roxo - geralmente contêm mais fitoquímicos e mais nutrientes.
Você pode beneficiar de todos os fitoquímicos e nutrientes encontrados nos alimentos vegetais se comer 75-80% da sua alimentação baseada em frutas, vegetais e nozes crus.
Mais de 900 diferentes tipos de fitoquímicos têm sido encontrados em alimentos de origem vegetal e muito mais será descoberto. Estes compostos protetores são uma área emergente da nutrição e saúde. A pesquisa atual sugere que a maioria das frutas e vegetais contêm fitoquímicos e que muitas frutas e verduras contêm uma grande variedade de fitoquímicos.

Alguns dos mais importantes fitoquímicos encontrados em suco/sumo fresco são carotenóides, incluindo beta-caroteno e licopeno, e os flavonóides. Muitas pessoas sabem que o suco/sumo de cenoura é uma excelente fonte de beta-caroteno, um carotenóide útil no combate ao câncer, diabetes e problemas pulmonares. Mas beta-caroteno também pode ser encontrado em grandes quantidades na manga, espinafre, e na grama de trigo. Licopeno, conhecido por aumentar a resistência ao câncer da próstata e doenças cardíacas,
é encontrado em abundância no tomate e suco de toranja vermelha.
Flavonóides atuam como antioxidantes, que são extremamente importantes na inativação de radicais livres. Um flavanóide, tangeritina, é encontrada no suco de frutas cítricas e é conhecido por proteger contra cânceres de cabeça e pescoço. Quercetinas são outros flavonóides que atenuam as doenças dos fumadores. Estes flavonóides são encontrados em suco/sumo de cereja, suco/sumo de uva, e no sumo de verduras frescas.

A chave para tomar o maior número de fitoquímicos é usar uma maior variedade de plantas que contêm estas substâncias. Uma dieta que é rica e variada em vegetais e frutas proporciona a melhor chance para uma saúde excelente. Lembre-se, 5-9 porções de produtos frescos é recomendada a cada dia...pelo menos...

Um artigo cientifico interessante

Câncer e Inibidores da SAP/MAPK( JNK/MAPK, ERK/MAPK,p38/MAPK): Resveratrol,tangeritina e ligustilide 
                     abril/2008
            José de Felippe Junior 

“Na arte de curar, deixar de aprender é omitir socorro, e retardar tratamentos esperando maiores evidências científicas é ser cientista e não médico”
                                                                      JFJ                  

“A  MEDICINA  e as  DOENÇAS  ainda não fizeram as pazes. É porque a MEDICINA ainda é muito jovem”
                                                                       JFJ

            “Onde existe amor, há vida”
                                   Ghandi 

            O estudo da via de sinalização SAP/MAPK (stress-activated protein / mitogen-activated protein kinase) na proliferação, diferenciação e morte celular programada das células normais nos permite compreender melhor vários tipos de doenças :
1-  doenças inflamatórias (artrite reumatoide, doença inflamatória intestinal),
2-  alergias, 
3-  doenças cardiovasculares (aterosclerose, lesão miocardica, hipertensão arterial),
4-  doenças pulmonares (asma, fibrose pulmonar, doença obstrutiva crônica),  
5-  doenças neurodegenerativas (Doença de Parkinson , Mal de Alzheimer) ,
6-  diabetes,
7- osteoporose
8-  perda óssea periodontal e
9-  câncer. 
            A ativação da via SAP/MAPK está envolvida tanto na patogênese como na progressão das doenças acima e provavelmente de muitas outras. A inibição desta via é estratégia terapêutica para as doenças que acabamos de elencar e a boa notícia é que dispomos de várias substancias naturais capazes de inibir de modo eficaz a via MAPK.
O organismo é um conjunto de células e é a compreensão destas células que norteia os médicos, que raciocinam com seus próprios neurônios, na direção das estratégias que tratam os pacientes na sua verdadeira intimidade bioquímica e fisiológica e não com drogas apenas sintomáticas. 
Os nossos genes são antigos e estão acostumados com as substâncias naturais que evoluíram junto com eles no Planeta. As substâncias sintetizadas pela Indústria são estranhas aos nossos genes e portanto com grande probabilidade de provocar efeitos colaterais. Nada contra usá-las, porém com cautela, por curto período de tempo e rígido controle.   
O mais empolgante é que mais uma vez na historia da Medicina foram descobertas substâncias que a natureza “sintetizou” no últimos milhares de anos e que beneficiam os seres humanos. Propiciam a continuidade da raça no Planeta. Nos protege de doenças debilitantes e freqüentes. Sem as substâncias provenientes da terra não estaríamos na Terra respirando e admirando este belo mundo em que vivemos. 
Vamos descrever  3 substâncias naturais com a propriedade de inibir a via SAP / MAPK : resveratrol (vinho tinto), tangeritina (casca das frutas cítricas) e ligustilide (Angelica sinensis – China: Dong quai ou Danggui) , que vão abrir imensa avenida para tratamentos mais racionais. Certamente existem muitos outros elementos naturais com as mesmas propriedades.

Fatores que ativam a via de sinalização SAP / MAPK
Geralmente são elementos estranhos aos nossos genes, substâncias recentemente existentes no Planeta ou que aumentaram ou apareceram recentemente. A exceção está nos fatores de crescimento que na evolução surgiram para nos proteger. As células doentes quando se encontram em um estresse de quase morte colocam em ação esses fatores e começam a proliferar. Neste ponto nós a chamamos erroneamente de células malignas – câncer , são entretanto células doentes tentando sobreviver.

  1. fatores de crescimento
  2. radiação ultravioleta
  3. agentes promotores de tumor. Ex.: acetato de tetra-decanoil-forbol
  4. citocinas
  5. sílica
  6. lipopolissacarideos
  7. infecções bacterianas e virais
  8. estressores ambientais que lesam o DNA
  9. xenobioticos
  10. xenoquímicos
  11. alimentos enlatados, envidrados e embutidos devido aos: conservantes, estabilizantes, corantes, etc
  12. cosméticos com parabenos (câncer de mama, puberdade precoce) , alquilfenol (doença fibrocística de mama e câncer de mama) , polietilenoglicol (dermatite alérgica) , óleo mineral (artrite), triclosan (cancerígeno) .

Todos esses produtos comumente usados pela indústria de cosméticos e indústria alimentícia embora prejudiciais para a saúde são permitidos pela nossa legislação.

O perigo dos cosméticos na patogênese das doenças
A maioria dos cosméticos apresenta em suas formulações substâncias que podem provocar vários tipos de doenças, dentre elas o câncer.
Substâncias prejudiciais:

  1. parabenos
  2. triclosan
  3. alquilfenol
  4. polietilenoglicol
  5. óleo mineral

Os parabenos são encontrados  na maioria das formulações cosméticas como
cremes, loções, desodorantes, além de alimentos e fórmulas de uso interno.
Nomes técnicos: Alquil parahidroxibenzoato – metil/etil/butil/isobutil parabeno
Nomes comerciais: Nipagin (Metil parabeno), Nipazol (propilparabeno)
Os parabenos possuem grande afinidade pelos receptores de estrógeno e demonstram atividade estrogênica (Okubo-2001); ou seja, mimetizam o estrogênio e podem causar câncer de mama e puberdade precoce, ao lado de fenômenos como trombose e embolia. Outro estudo demonstrou que os parabenos podem ser encontrados como moléculas intactas nas glândulas  mamárias de homens e mulheres (Darbre-2004).
É importante lembrar que os  parabenos potencializam a radiação ultravioleta (Handa-2006).

O triclosan pode sofrer degradação pela luz solar formando uma substância cancerígena chamada diclorodibenzeno-p-dioxina (Adolfsson-2002) .

O alquilfenol, componente de vários tipos de cosméticos é um disruptor endócrino que possui muitos efeitos adversos para a saúde humana. Possui efeitos estrogênicos mesmo em baixas concentrações (Isidori-2006 , La Guardia-2001)  podendo desencadear doença fibrocística de mama ou aumentar o risco de câncer de mama. Ele aumenta a resposta alérgica e inflamatória por provocar aumento de produção de interleucina 4 e citocinas pró inflamatórias de uma maneira dose dependente (Lee-2004).
            O polietilenoglicol (PEG) ou polisorbato pode provocar dermatite alérgica . São encontrados nos óleos de banho, cremes, loções, maquiagem, creme dental, shampoo, sabonete desodorante e perfume.
Trabalho na Dinamarca de 2006 alerta para o perigo de dermatite alérgica de contato com os produtos derivados do PEG utilizados nos cosméticos e no batom (Quartier-2006).
O óleo mineral contido em formulações cosméticas pode induzir a artrite (Sverdrup-1998).

A via de sinalização SAP / MAPK envolve:
a-  c-Jun-N-terminal kinase : JNK-1 , 2 e -3   , (JNK/MAPK)
b-  p38 kinase : isoformas alfa, beta, gama e delta ,  (p38/MAPK)
c-  extracelular signal-regulated kinase : ERK-1 , 2 e -3 ,  (ERK/MAPK)
d-  kinases : MEK/MLK/MKK

Muitos autores mostraram ativação da via SAP / MAPK na artrite reumatoide, no  câncer e nas doenças cardiovasculares  via JNK/MAPK , ERK/MAPK e p38/MAPK, mostrando que esta via de sinalização está envolvida tanto na patogênese como na progressão destas doenças ( Meyer-2005,Kim-2006 , Malemud-2006). O mesmo acontece em todas as doenças acima enumeradas. 
Substâncias presenteadas pela Natureza que nos protegem das doenças , por inibição da via MAPK:
Resveratrol
È um produto do vinho tinto (trans-3, 4’-5-trihidroxistilbeno), que suprime a proliferação do carcinoma epidermoide in vitro inibindo o MEK , o ERK 1 e 2 e o JNK (Kim-2006).
Tangeritina
È encontrada na casca das frutas cítricas (5,6,7,8,4’-pentametoxiflavona) e inibe a expressão da COX-2 induzida pela interleucina-1beta  em células do carcinoma de pulmão humano, devido à inibição da JNK , do p38 e da proteína kinase B (PKB/Akt) (Chen-2007).
No câncer de mama humano T47G a tangeritina inibe a proliferação celular maligna por inibir o ERK , a JNK , a MEK e os ativadores da transcrição 1 e 3 (Van Slambrouck-2005). Outras flavonas também possuem efeitos semelhantes (Wang-2005).
Ligustilide
È um produto isolado da Angelica sinensis-Oliv ,(butilidenftalide), muito usado no tratamento da aterosclerose e hipertensão arterial por inibir a proliferação da musculatura lisa “in vitro” , assim como da JNK, da p38 e do ERK (Lu-2006). È mais conhecida no tratamento dos distúrbios da menopausa com o nome de Dong quai.

Precaução no Tratamento do  Câncer
Existem estratégias anti-câncer que acidificam o citosolulas neoplásicas , com inibidores do antiporter Na+ / H+ , inibidores das anidrases carbônicas e alguns quimioterápicos (Felippe-2008a e 2008b). A acidificação citoplasmática aumenta a estrutura da água intracelular e aumenta a água tipo B: baixa densidade, inerte e viscosa que impede a proliferação celular maligna e as células morrem por apoptose( Felippe 2008c e 2008d). Se a acidificação for mais intensa as células morrem por necrose
Quando inibimos a via de sinalização SAP/MAPK  dificultamos ou impedimos a morte celular provocada pela diminuição do pH intracelular (Zanke-1998). Desta forma , não podemos utilizar o resveratrol, as limoninas, e possivelmente o álcool perílico nas estratégias que acidificam o meio intracelular neoplásico

Atualmente as pesquisas estão voltadas para encontrar inibidores específicos da via SAP/MAPK que atuem na JNK , na p38 e no ERK , para patentear drogas capazes de tratar  doenças tão freqüentes na prática médica como a artrite reumatoide, o câncer , o diabetes, a hipertensão arterial, a aterosclerose, a moléstia de Parkinson , o Mal de Alzheimer, a doença periodontal, a doença pulmonar obstrutiva crônica , etc.  (Medicheria-2006 , Kirkwood-2007 , Smith-2006 , Li-2006 , Lin – 2006 , De Dios- 2005 , Goldstein-2006 , Wada – 2005 , Miwatashi-2005 , Kolch-2005 , Kohno-2006 , Staehler-2005 , Soaman-2006 , Wilheim-2004 , Adnane-2005 , Ohren-2004 , Delaney-2002 , Brown-2006 , Thompson-2005). 
Vários inibidores sintéticos estão em estudo com bons efeitos clínicos, porém com efeitos adversos de longa duração que somente saberemos quando os habitantes da África e da América do Sul começarem a padecer. Precisamos nos precaver de novos lançamentos , de novas drogas colocadas rapidamente no mercado. 
  
Conclusão
Os laboratórios estão desesperados na busca de substancias sintéticas que possuam os mesmos efeitos que os produtos naturais descritos acima. Facilmente foi possível encontrar 19 trabalhos sobre drogas sintéticas inibidoras do SAP/MAPK e foi muito difícil encontrar trabalhos recentes sobre as substancias naturais. Os laboratórios sustentam os pesquisadores que descobrem drogas patenteáveis e retiram as verbas daqueles que escrevem sobre os efeitos dos produtos naturais. 
 A patente de algo que já existe na natureza (ligeira modificação da substância mãe),  trará muita satisfação financeira às Indústrias Mundiais tão carentes e necessitadas de dólares. Elas farão tapetes de dólares para forrar a casinha do cachorro dos diretores.  
Entretanto, os verdadeiros médicos, de ciência, de alma e de coração, podem ficar muito satisfeitos, porque poderão tratar de todas essas patologias com os inibidores naturais da via de sinalização SAP / MAPK que a natureza Divina brindou a humanidade.



“As enfermidades são muito antigas e nada a respeito delas mudou. Somos nós que mudamos ao aprender a reconhecer nelas o que antes não percebíamos”
                                                                                        Charcot

“ Médicos : Não sejam camelôs da Indústria Farmacêutica “
                                                                 Walter Edgar Maffei

“Médicos : deixar de estudar é parar de ser médico
                                                                 JFJ

“Médicos: a MEDICINA se aprende em trabalhos científicos sem conflito de interesse”
                                                                                            JFJ

“ Médicos tenham cuidado : os Congressos da nossa Classe são financiados pelas Indústrias Farmacêuticas”
                                                                                            JFJ                                           

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  41. Wilhelm SM, Carter C, Tang L-Y, Wilkie D, McNabola A, Rong H, Chen C, Zhang X, Vincent P, McHugh M et al.: Bay 43-9006 exhibits broad spectrum oral antitumor activity and targets the RAF/MEK/ERK pathway and receptor tyrosine kinases involved in tumor progression and angiogenesis. Cancer Res 64: 7099-7109; 2004.
  42. Zanke BW; Lee C; Arab S; Tannock IF. Death of tumor cells after intracellular acidification is dependent on stress-activated protein kinases (SAPK/JNK) pathway activation and cannot be inhibited by Bcl-2 expression or interleukin 1β-converting enzyme inhibition. Cancer Research, 58,2801-2808,1998.




Fontes: 
http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2011/07/pesquisadora-conclui-que-ramas-da-cenoura-tem-mais-nutrientes-do-que-cenoura.html
http://www.articlesbase.com/health-articles/phytochemicals-in-fruit-and-vegetable-juice-888067.html
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Bolívia prepara-se para passar a"Lei da Mãe Terra"

Evo Morales discursa na ONU
A Bolívia prepara-se para passar "Lei da Mãe Terra" momento histórico que vai conceder os direitos da natureza iguais aos dos seres humanos


Tradução e adaptação de Luís Guerreiro












Evo Morales discursa na ONU Wikimedia Commons






Com a colaboração de políticos e organizações de base, a Bolívia está decidindo  passar a Lei da Mãe Terra, que vai conceder à natureza os mesmos direitos e protecções, dos seres humanos. A parte de legislação, chamada de "la Ley de Derechos de la Madre Tierra", destina-se a promover uma mudança radical de atitudes e ações de conservação, para impor novas medidas de controlo sobre a indústria, e para reduzir a destruição ambiental.


A lei redefine os recursos naturais como bênçãos e confere os mesmos direitos à natureza que aos seres humanos, incluindo: o direito à vida e à existência; o direito de continuar os ciclos vitais e processos isentos de alteração humana, o direito à água pura e ar limpo , o direito ao equilíbrio, o direito de não ser poluída, e o direito de não ter estrutura celular modificada ou alterada geneticamente. Talvez o ponto mais controverso é o direito "de não ser afectada por mega-infra-estrutura e desenvolvimento de projetos que afectam o equilíbrio dos ecossistemas e as comunidades locais habitante".




No final de 2005, a Bolívia elegeu seu primeiro presidente indígena, Evo Morales. Morales é um campeão de rodeios para a protecção ambiental, requerendo mudanças dentro de seu país e na Organização das Nações Unidas.


A Bolívia, um dos países mais pobres da América do Sul, há muito tempo teve de lidar com as consequências de práticas destrutivas industriais e as mudanças climáticas, mas, apesar dos melhores esforços de Morales e membros de sua administração, as suas preocupações têm sido largamente ignoradas na ONU.
Ler mais






Selva














Apenas no ano passado, em 2010, ministro das Relações Exteriores boliviano, David Choquehuanca, expressou a sua angústia ", sobre a inadequação dos compromissos de redução de gases com efeito de estufa assumidos pelos países desenvolvidos no Acordo de Copenhaga".As suas observações foram pontuadas pela afirmação de que alguns especialistas previam uma subida da temperatura "superior a quatro graus acima dos níveis pré-industriais." "A situação é grave", Choquehuanca afirmou . "Um aumento de temperatura de mais de um grau acima dos níveis pré-industriais resultaria no desaparecimento da nossa geleiras nos Andes, e a inundação de várias ilhas e zonas costeiras".


Em 2009, logo após a resolução da Assembléia Geral de designar 22 de abril "Dia Internacional da Mãe Terra", Morales dirigindo-se à imprensa , afirmaou "Se queremos defender a humanidade, então precisamos salvar o planeta. Essa é a próxima grande tarefa da Organização das Nações Unidas ". Uma mudança na constituição da Bolívia no mesmo ano, resultou em uma reformulação do sistema jurídico - uma mudança a partir do qual esta nova lei surgiu.
Oceano














A Lei da Mãe Terra tem como fundamento vários dos dogmas da crença indígena, inclusive que humanos são iguais a todas as outras entidades. "Nossos avós nos ensinaram que nós pertencemos a uma grande família de  plantas e animais. Acreditamos que tudo no planeta faz parte de uma grande família", Choquehuanca disse . "Nós os povos indígenas podemos contribuir para resolver crises energéticas, climáticas, alimentares e  financeiras com os nossos valores." A regulamentação dará ao governo novos poderes legais para monitorizar e controlar a indústria do país.


"As leis existentes não são suficientemente fortes", disse Undarico Pinto, líder da Confederación Sindical Única de Trabajadores Campesinos de Bolivia (um grupo que ajudou a redigir a lei e que conta com cerca de 3,5 milhões de menbros). "Isso vai tornar a indústria mais transparente. Permitirá que as pessoas possamregular a indústria a nível nacional, regional e local."
Deserto














A Bolívia irá criar um Ministério da Mãe Terra, mas além disso, há poucos detalhes sobre como a legislação será implementada. O que está claro é que a Bolívia terá que equilibrar estes imperativos ambientais contra as indústrias - como o de mineração - que contribuem para o PIB do país.

Êxitos ou fracassos da Bolívia com esta implementação podem muito bem influenciar as políticas de países ao redor do mundo. "Vai ter enorme ressonância no mundo", disse o ativista canadiano Maude Barlow. "Vai começar com estes países do sul tentando proteger as suas terras e o seu povo da exploração, mas eu acho que vai ser usado também pelas comunidades nos nossos países, por exemplo, a luta contra as areias betuminosas de Alberta."



Gacier














O Equador tem objectivos semelhantes consagrados na Constituição, e está entre os países que já demonstraram apoio à iniciativa boliviana. Outros incluem a Nicarágua, Venezuela, São Vicente e Granadinas e Antígua e Barbuda.

A oposição à lei não se prevê, porque o partido de Morales - o Movimento ao Socialismo - detém a maioria nas duas casas do parlamento. Em 20 de abril, dois dias antes deste ano "International Mother Earth Day", Morales irá apresentar um projecto de tratado com a ONU, dando início ao debate com a comunidade internacional.

Leia o documento na íntegra (em espanhol) aqui aqui .

Montanhas
















de alimentação viva

Agroecologia

A AGRICULTURA ORGÂNICA SURGIU DO MOVIMENTO ECOLÓGICO
O movimento por uma agricultura saudável surgiu no início do século passado, principalmente após a 2ª Grande Guerra, em reação ao emprego dos adubos químicos, melhoramento genético, excessiva mecanização e os pesticidas. Como o termo indica, a agricultura ecológica se baseia no equilíbrio integral do funcionamento dos ecosistemas (ar, água, solo e seu habitat ou componentes: flora e fauna). As práticas deste sistema são biológicas e ambientalmente sãs, sem emprego de qualquer produto ou metodologia que possa afetar este equilíbrio.
A agroecologia diverge do sistema convencional, porque tem uma visão "holística" da propriedade rural, isto é, considera a relação solo-planta-ambiente- homem, no seu todo. Com esta visão, em diversas partes do mundo, desenvolveram-se processos ecológicos, com os mesmos objetivos no seu fundamento, mostrando uma unidade de ação mundial nos seus princípios. São sistemas sustentáveis, transparentes, simples, podendo ser adaptadas e aperfeiçoadas de acordo com as condições locais, sendo às vezes baseadas em experiências e fundamentos tradicionais.
Os principais ramos da agroecologia, além da orgânica, são:
AGRICULTURA SUSTENTÁVEL: É definida como agricultura ecológicamente viável, econômicamente rentável e social e humanamente justa, cujos recursos para sua implantação e desenvolvimento são obtidos no próprio local e ambiente.
AGRICULTURA NATURAL: Suas práticas estão baseadas em conceitos ecológicos e trata de manter os sistemas de produção iguais aos encontrados na natureza. Resultou do trabalho do Biólogo Masanobu Fujuosa na década de 50.
AGRICULTURA BIOLÓGICA: Surgiu na França, na década de 60, á partir dos trabalhos de Francis Dhaboussou e outros. Destaca-se pelo controle biológico, do Manejo Integrado de pragas e doenças e pela Teoria da Trofobiose (efeito dos agroquímicos na resistência das plantas).
PERMACULTURA: pode ser definida como uma agricultura integrada com o ambiente, que envolve plantas semi-permanentes e permanentes, incluindo a atividade produtiva dos animais. Ela se diferencia das demais atividades produtivas porque no planejamento leva-se em conta os aspectos paisagísticos e energéticos.
AGRICULTURA BIODINÂMICA: Esta agricultura se desenvolve em relação aos princípios filosóficos do humanista científico Rudolph Steiner (década de 30). Ele julga possível praticar uma agricultura que tem como princípio integrar os recursos naturais da agricultura em conexão com as forças cósmicas e suas diversas formas de valores espirituais e éticos, para chegar a ter uma aproximação mais compreensível das relações: agricultura e estilos de vida.
AGRICULTURA ATUAL = Agricultura convencional
A agricultura convencional é descrita como o conjunto de técnicas produtivas que surgiram em meados do século 19, conhecida como a 2ª revolução agrícola, que teve como suporte o lançamento dos fertilizantes químicos por Liebig.
Este sistema expandiu-se após as grandes guerras, com o emprego de sementes manipuladas geneticamente para o aumento da produtividade, associado ao emprego de agroquímicos (agrotóxicos e fertilizantes) e da maquinaria agricola.
O agricultor é dependente por tecnologias/recursos/capital do setor industrial, que devido seu fluxo unidirecional leva à degradação do ambiente e á descapitalização, criando uma situação insustentável à longo prazo.

O PRODUTOR DEVE PROCURAR A PESQUISA, ORIENTAÇÃO E ASSISTÊNCIA TÉCNICA
E PARTICIPAR DE REUNIÕES, PARA QUE SEJAM UTILIZADAS OS PROCEDIMENTOS
DE CONDUÇÃO DAS PLANTAS, MANEJO DO SOLO E CONSERVAÇÃO SOLO/AMBIENTE ADEQUADAS.

A Importância dos Orgânicos para uma Alimentação Saudável




Um dos principais pilares de uma vida saudável é a alimentação saudável. Até bem pouco tempo atrás, saúde era conceituada como “ausência de doença”. Hoje sabemos que esse conceito está ultrapassado e que ter saúde vai muito além de não estar doente.
Uma alimentação equilibrada significa escolher uma dieta com alimentos certos, nas quantidades adequadas, em que cada refeição apresente itens dos 3 grupos – energéticos (carboidratos e gorduras), construtores (proteínas) e reguladores (vitaminas, minerais e fibras), sendo assim, capazes de oferecer todos os nutrientes que nosso corpo precisa para viver com saúde e em harmonia.
Com o excesso de compromissos e a correria do dia a dia, as pessoas limitam-se na escolha de opções saudáveis na prática alimentar. Um dos hábitos que alguns indivíduos têm é o de tentar consumir alimentos que seriam mais salubres. A própria indústria nos oferece várias opções de alimentos fortificados. Você tem o leite com ferro, bolacha com mais fibra, margarina com vitamina E, suco com mais vitamina e tantas outras opções. É aí que entra a importância dos alimentos orgânicos.
Sabe-se que cada vez mais, produtores utilizam agrotóxicos e substâncias químicas no cultivo de hortaliças, com o objetivo de aumentar o tempo de vida dos produtos e acelerar sua colheita. Mas justamente nestes alimentos, que são tão recomendados para uma boa saúde, encontramos contaminantes extremamente prejudiciais. Pesquisas comprovam que certos pesticidas podem causar danos ao sistema nervoso, rins, fígado e coração.
 Além de outros objetivos, os alimentos orgânicos visam preservar a qualidade nutricional de frutas e verduras. Sua produção não se limita apenas à ausência de agrotóxicos. O processo é baseado no cultivo adequado, em locais livres de substâncias tóxicas, solo fértil, respeitando o meio ambiente e o ciclo natural de desenvolvimento do alimento.
 A grande vantagem dos alimentos orgânicos é que eles possuem mais nutrientes. Isso porque os solos balanceados e fertilizados com adubos naturais produzem alimentos mais nutritivos. A comida fica mais saborosa, conservando as propriedades naturais dos alimentos, como vitaminas, sais minerais, carboidratos e proteínas. Um alimento orgânico está livre de aditivos químicos, nocivos à saúde. Em solos equilibrados, as plantas crescem mais saudáveis e mantém suas características originais, como aroma, cor e sabor.
            Como exemplo disso temos:
  • Um estudo da Universidade Federal de Lavras encontrou em alfaces adubadas com adubo orgânico, concentrações maiores de fósforo, potássio e magnésio, quando comparados com a alface submetida à adubação convencional.
  • Uma pesquisa, publicada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, apontou que cenouras orgânicas contêm maiores quantidades de zinco e selênio, demonstrando mais uma vez que, hortaliças adubadas com compostos orgânicos apresentam maiores teores de nutrientes.
  • A Universidade Federal do Paraná, recentemente publicou um estudo de grande impacto, demonstrando que a alface, o almeirão e a rúcula orgânicos possuem maiores quantidades de substâncias antioxidantes.
  • Plantas cultivadas organicamente tendem a concentrar mais nutrientes na sua composição química, sendo, portanto, mais nutritivas que os alimentos convencionais. Essa pesquisa, realizada pelo PRONAF (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), apontou uma superioridade nutricional nas hortaliças cultivadas organicamente, considerando a hipótese de que práticas de manejo e insumos mais enriquecidos estejam contribuindo para esta situação.
  • Uma revisão de 41 estudos apresentado no The Journal of Alternative and Complementary Medicine comparando alimentos orgânicos e convencionais encontrou entre os orgânicos um aumento na taxa de 21 nutrientes analisados. Entre os nutrientes pesquisados estão o ferro, o magnésio, o fósforo e a vitamina C.
 Depois dessas comprovações e afirmações podemos concluir que esses alimentos, além dos benefícios á saúde, também contribuem para a proteção do meio ambiente, pois em seu cultivo não é utilizado nenhum tipo de produto químico no solo, nem na água. Participando assim efetivamente da sustentabilidade, gerando benefício não somente ao ambiente, mais também ao homem do campo que tanto sofre com as conseqüências de um cultivo convencional, repleto de aditivos químicos nocivos à saúde.
 O tempo não para e está na hora de começarmos a nos preocupar com a saúde e o meio ambiente, pois amanhã pode ser tarde. Então sempre que possível, consuma e recomende alimentos orgânicos. Invista na sua saúde e da sua família, priorizando uma alimentação saudável e ecologicamente correta.
Patrícia Maldi é nutricionista, especialista em Fitoterapia Clínica e Nutracêutica e    mestranda em Nutrição Esportiva pela FM/UFG.

A violência do agrotóxico

Agropecuarista vê gado agonizar pela segunda vez, vítima de veneno agrícola alheio. Caso entrará em documentário de Silvio Tendler

18/04/2011

Vinicius Mansur

Há pouco mais de duas semanas (31/03) a equipe de filmagem do documentário sobre os agrotóxicos, dirigido por Silvio Tendler, estava em Paraipaba, Ceará, cerca de 90 quilômetros a noroeste da capital Fortaleza. Foram investigar as acusações contra a empresa do agronegócio, de origem holandesa, Companhia Bulbos do Ceará (CBC), por uso indiscriminado de agrotóxicos.
Em fevereiro, a Justiça do Ceará havia deferido liminar proibindo o uso de veneno pela CBC. Entre as explicações estão coceira na pele e problemas respiratórios na comunidade local, a provável contaminação da lagoa da Cana Brava - a 100 metros da fazenda e principal reservatório de água que abastece o município – além da morte, por contaminação comprovada em laboratório, de 18 cabeças de gado do agropecuarista Henry Romero.
Na manhã seguinte à visita da equipe de filmagem, 15 animais de seu Henry apareceram doentes – alguns agonizantes, como mostram vídeos gravados pelo agropecuarista, sob orientação do Ministério Público. Até o fechamento desta matéria, 12 já haviam morrido.
“O tempo todo que estivemos conversando com seu Henry na propriedade dele, um cara numa caminhonete, dentro da área da CBC, um funcionário, ficava cantando pneu pra cima e pra baixo. Nitidamente para nos coagir. Tanto que no final, seu Henry falou ‘fiquem tranquilos’ e nos escoltou até a saída”, relatou a documentarista Aline Sasahara.
As propriedades de seu Henry e CBC são vizinhas. Atualmente, separadas por uma “telinha transparente”, como descreve Aline.


Veneno à deriva
Seu Henry é cauteloso e não acusa a empresa de envenenamento direcionado. Entretanto, diz não ter dúvida de que seus animais são vítima do veneno lançado aos montes por seu vizinho:
“Já foi descartado qualquer tipo de doença. É veneno que partiu de lá e o que vai dizer qual veneno é a biopsia. Sabemos que eles nunca obedeceram a ordem de parar de pulverizar. Se eles plantam, eles pulverizam, porque não tem como colher essas culturas sem usar o veneno.”
Cada um dos dois pulverizadores usados pela CBC armazena 2 mil litros de veneno e possuí dois braços de 20 metros que fazem a pulverização suspendida. As duas máquinas juntas chegam a envergadura de 80 metros e são utilizadas para pulverizar uma área de aproximadamente 22 hectares, segundo Henry:
“A área deles é pequena, não chega a 180 metros de largura, então dá pra você imaginar: 80 metros de braço jogando o veneno à deriva.”

CBC
Criada em 2004, a CBC produz bulbos - caule arredondado do qual brotam flores ornamentais, como a Canna indica, Amaryllis e Caladium. Apesar de serem consumidos pelos EUA e Europa, é em Paraipaba que os bulbos e a CBC encontram as melhores condições para florecer: longo período de sol, Porto de Pecém a 50 quilômetros de distância, baixo custo da terra e mão-de-obra barata. Todas estas “vantagens”, entretanto, parecem não dispensar a necessidade do veneno: de acordo com a Agência de Defesa Agropecuária do Ceará (Adagri), a CBC utiliza 29 tipos de agrotóxicos, sendo dez altamente tóxicos ao meio e sem registro administrativo de órgãos ambientais estadual e federal. De acordo com a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), a CBC também não possui licenciamento ambiental.
Para agravar a situação, a plantação da CBC se localiza em um platô, com incidência de fortes vento, e é rodeada por um povoado de quase 700 habitantes – muitos deles dependentes da empresa. Em épocas de forte safra, a CBC emprega até 150 trabalhadores. Assim, a população que sofre com a propagação do veneno pela terra, água e ar, pouco pode fazer. “Todo mundo tem medo de falar, porque são vizinhos, porque trabalham lá ou tem parentes que trabalham. Seu Henry tem uma situação econômica muito melhor que a maioria das pessoas ali, então ele pode falar. Mas, a empresa está fazendo um trabalho junto aos moradores, dizendo que se ela fechar a culpa vai ser do seu Henry, que as pessoas vão perder emprego, que ele devia ficar quieto”, conta a documentarista Aline.

Seu Henry
Com aproximadamente 160 cabeças de gado leitero, há mais de 30 anos no ramo “sem usar agrotóxico e nenhum produto que venha causar algum transtorno para a natureza ou para os animais”, seu Henry levou um grande prejuízo. “Todos os dias estou mandando 500 reais de medicamento para a fazenda, mas não está resolvendo. Morreram animais que eu ainda estou pagando. Comprei no leilão”, reclama.
Contudo, o agropecuarista dá outras razões para seu abatimento. “Eu tenho esse apego aos animais, mas são só animais. E as pessoas lá? Tem um povoado de 130 casas, todas pessoas honestas, humildes que não podem falar nada. Segundo os profissionais químicos, o veneno é absorvido pela medula e vai acumulando, acumulando, até causar leucemia e outros problemas. E tem um caso aqui, a 80 metros do campo, que há uma escola que estudam 200 crianças, em dois turnos. Então, o que estão fazendo é um crime, uma ignorância brutal”, conclui.


INSETICIDAS NATURAIS

Em época de dengue e calor, as pragas e fungos atuam nos jardins. Vou passar algumas receitas muito eficazes de inseticidas naturais no jardim. Caldas de fumo e sabão, bordalesa e sulfocálcica, emulsão de óleo, macerado de urtiga e outras receitas naturais são muito utilizadas na agricultura orgânica para combater pragas e são eficientes também no jardim.
A calda bordalesa é um fungicida eficaz e controla manchas nas folhagens;
Não aplique jamais em bromélias e orquídeas
Ingredientes:
1 saco de pano;
200g de sulfato de cobre;
200g de cal virgem e 20 litros de água.

Modo de fazer:
Com o saco de pano prepare um sachê com o sulfato de cobre. Mergulhe o sachê em 18 litros de água por 3 ou 4 horas até que o sulfato dissolva. À parte, misture a cal em 2 litros de água e despeje na solução preparada com o sulfato dissolvido. Mexa bem.
Importante: Antes de usar a calda bordalesa, faça um teste de acidez: mergulhe uma lâmina de ferro no preparado. Se ela escurecer, não aplique ainda a calda no gramado. Acrescente um pouco mais de cal e faça o teste novamente. Caso a lâmina continue saindo manchada, adicione mais cal até que a lâmina não saia sem escurecer.
A calda bordalesa deve ser usada no máximo até o terceiro dia após o preparo. Em plantas pequenas ou em fase de brotação, não recomenda-se aplicar em concentração forte.

A calda de fumo e sabão é um bom inseticida e ainda ajuda a combater as lagartas e pulgões;
Ingredientes:
10 cm de fumo de rolo
50 g de sabão de coco ou neutro
1 litro de água

Modo de fazer:
Pique o fumo e o sabão em pedaços, junte a água e misture bem. Deixe curtir por cerca de 24 horas. Coe e pulverize as plantas atacadas.

A calda sulfocálcica é indicada no combate a ácaros e ferrugem; Ingredientes:
100 ml de solução sulfocálcica
(encontrada em lojas de produtos agropecuários)
10 litros de água


Modo de fazer:
Misture bem e pulverize as plantas atacadas uma vez a cada 15 dias. Em época de chuvas, deve-se aplicar uma vez por semana.
A emulsão de óleo é usada contra cochonilhas.
Ingredientes:
2 litros de água
1 kg de sabão comum (em pedra ou líquido)
8 litros de óleo mineral

Modo de fazer:
Pique o sabão (se for em pedra), misture com o óleo e a água e leve ao fogo, mexendo sempre, até que levante fervura. A mistura vai adquirir a consistência de uma pasta. Guarde em um pote bem tampado e na hora da aplicação, dissolva cerca de 50g pasta em água morna e dilua tudo em 3 litros de água.
O macerado de urtiga espanta pulgões
Ingredientes:
11 litros de água
100 g de folhas frescas de urtiga (use luvas para manusear a planta, pois ela causa irritações na pele).

Modo de fazer:
Misture as folhas de urtiga em um litro de água. Deixe a infusão agir por 3 dias, mantendo-a em um local seco e à meia-sombra. Coe e dilua o extrato em 10 litros de água. Este preparado pode ser armazenado por alguns dias (em local seco e arejado) para pulverizações preventivas nas plantas a cada 15 dias.
Chá de angico combate as lagartas.
Ingredientes:
100 g de folhas de angico
1 litro de água

Modo de fazer:
Coloque as folhas de angico de molho na água por cerca de 10 dias, misturando diariamente. Coe o chá e guarde em uma garrafa tampada. Quando for utilizar em pulverizações, dilua uma parte do extrato em 10 partes de água.
Experimente estas receitas e mantenha suas plantas livres dos venenos.
(Fonte: Coordenadoria de Assistência Técnica - CATI)

Qualquer ser vivo só sobrevive se houver alimento adequado disponível para ele. Em outras palavras, a planta ou parte da planta cultivada só será atacada por insetos, ácaros, nematóides, fungos e bactérias quando houver na seiva, exatamente o alimento que eles precisam. Este alimento é constituído, principalmente, por aminoácidos, açucares redutores, esteróis, vitaminas e outras substâncias simples livres e solúveis, pois os insetos e fungos possuem poucas enzimas e estas apenas conseguem digerir substâncias simples presentes na seiva da planta. Os teores e principalmente a proporção destas substâncias relacionados com os teores de nutrientes minerais na seiva são determinantes na maior ou menor susceptibilidade das plantas aos parasitas.
E, para que a planta tenha uma quantidade maior de aminoácidos (substâncias simples), basta tratá-la de maneira errada: adubações desequilibradas, aplicações de agrotóxicos, estresses, podas etc.
Portanto, um vegetal bem alimentado e manejado considerando todas as suas necessidades e equilíbrios, dificilmente será atacado por "pragas e "doenças". As ditas pragas e doenças, morrem de fome numa planta equilibrada. Podemos trocar o nome de pragas e doenças para indicadores de mau manejo. Insetos, ácaros, nematóides, fungos, bactérias e vírus são a conseqüência e não a causa do problema.


Assim como os agrotóxicos, os extratos vegetais têm limitações quanto à eficiência no controle de parasitas e são altamente dependentes do estado de equilíbrio dos nutrientes do solo e da planta. Há uma gama de espécies vegetais que se pode elaborar extratos para proteção das plantas e animais.
Algumas plantas utilizadas na elaboração de extratos para o Biocontrole de Pragas e Doenças de plantas e/ou animais.
Nome da Planta - Espectro de Ação
Allamanda nobilis - inseticida
Alho - inseticida, repelente, bactericida, fungicida, nematicida.
Anonas - inseticida, larvicida, repelente, inibidor de ingestão
Araucária (Araucaria angustifolia) - inseticida p/ animais
Arruda - inseticida
Cálamo aromático - Acorus calamus - inseticida
Camomila - fungicida, indutor de resistência a doenças
Coentro - inseticida
Cravo-de-defunto - Tagetes minuta - inseticida, nematicida, repelente
Erva-de-rato - Palicourea marcgravii - raticida
Eucaliptus citriodora - repelente
Escila vermelha - Urginea maritima - raticida
Fumo - inseticida, repelente, fungicida, acaricida
Hortelã - repelente
Jacatupé - Pachyrrhizus tuberosus - inseticida (Rotenona)
Mamão - fungicida
Mamey - Mammea americana - inseticida, repelente, nematicida, anti-carrapato
Nim - Azadirachta indica - inseticida (413 espécies), repelente, fungicida, nematicida, inibidor de ingestão, inibidor de vírus ; Medicinal, Anticoncepcional etc
Pimenta-do-reino - inseticida
Pimenta vermelha - inseticida, repelente, inibidor de ingestão, inibidor de virus
Urtiga - Urtica urens - inseticida

Dentre estas plantas se destaca o Nim (Azadirachta indica) a Árvore Multiuso Nim- clique em -Saudações à Primavera e Outubro, Plantas e controle de pragas)
O Nim é uma árvore da família Meliaceae, a mesma da Santa Bárbara ou Cinamomo, Cedro e Mogno. Originária da Índia, pesquisada, cultivada e com crescente utilização nos EUA, Austrália, países da África e América Central. Da qual já falei em coluna passada (ver almanaque) .
É utilizada há mais de 2000 anos na Índia para controle de insetos pragas (mosca branca, minadoura, brasileirinho, carrapato, lagartas e pragas de grãos armazenados), nematóides, alguns fungos, bactérias, na medicina humana e animal, na fabricação de cosméticos, reflorestamento, como madeira de lei, adubo, assim como no paisagismo. Pode-se utilizar todas as partes da árvore, ou seja as folhas, frutos, sementes moídas, óleo e torta das sementes, casca da árvore e madeira.
São mais de 413, o número de espécies de insetos pragas de cultivos e criações sensíveis ao Nim estudadas até 1995 por Schmuterer. Destas existem no Brasil 125 espécies, entretanto está se verificando muitas outras espécies sensíveis ao Nim como a broca do cafeeiro e bicho mineiro. O Nim também controla várias espécies de nematóides e parasitas animais.

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