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vitaminas e fontes naturais

Na alimentação Organica, por nao conter agrotoxicos, os niveis de vitamina sçao mais estaveis e beneficos, ja no caso dos não organicos, ingerimos uma quantidade muito grande de agrotoxicos que fazem muito mal a saude.




VITAMINA A

Função - trabalha nas membranas mucosas do intestino; Indicação -

Foi constatada sua deficiência em boa parte dos pacientes com colite. A suplementação da vitamina A pode ajudar na doença de crohn (conjunto das doenças inflamatórias intestinais);

Fontes - Verduras e legumes de cor verde escura, cenoura, batata baroa, abóbora, manga, e ovos;

VITAMINA D

Função - A deficiência desta vitamina pode levar a uma perda de cálcio nos ossos;Indicação - É comum a sua deficiência em pessoas que sofrem de disturbios crônicos do cólon;

Fontes - Óleo de figado de bacalhau, arenque, atum e gema de ovo,

VITAMINA K

Função - É vital para coagulação sanguínea adequada;

Indicação - Pessoas que sofrem de colite costumam ter deficiência;

Fontes - Folhas verdes (agrião, espinafre, alface) tomate e aspargos;

VITAMINA C

Função - Produz colágeno, a substância protéica que une os tecidos, como pele, ossos e dentes;Indicação - É importante para o funcionamento adequado de nosso sistema imunológico para a produção de certos neurotransmissores;

Fontes - Kiwi, limão, laranja, abacaxi, mamão, goiaba, caju, alfaces, agrião e batata;

VITAMINA E

Função - Promove a melhoria do revestimento do intestino;Indicação -

Age capturando radicais livres, que podem ser produzidos num trauma de tecidos;Fontes - Gérmen de trigo, cereiais integrais, amêndoas e azeite de oliva;

ÁCIDO FÓLICO

Função - A suplementação com folato pode ajudar a reduzir a diarréia associada à DII;

Indicação - Sua deficiência é comum na doença de crohn;

Fontes - Frutas cítricas (laranja, limão, morango, tangerina, pêssego, etc) vegetais de folhas verdes e aspargos;

MAGNÉSIO

Função - Forma e mantém ossos e dentes e controla a transmissão dos impulsos nervosos e as contrações musculares;

Indicação - Sua deficiência prevalece em indivíduos com colite;

Fontes - Soja, leite (se for tolerado), peixes, verduras, cereiais e pães;

ZINCO

Indicação - Sua deficiência foi constatada em mais da metade das pessoas com doença de Crohn;

Fontes - Palmito, soja, aipim e pepino.

Dilma cancela ida a usina para evitar protesto


Na noite do dia 27 de janeiro, uma coalizão de organizações e grupos populares e ambientais protestaram diante de um evento em Porto Alegre que contou com a participação da presidenta Dilma Rousseff. O motivo do protesto foi o início iminente das obras de construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, após a concessão, pelo IBAMA, de uma licença parcial de instalação para o projeto.

Os participantes da ação, distribuiram um panfleto contendo a nota produzida por movimentos sociais e comunidades de Altamira e da Volta Grande do Xingu, chamaram a atenção para o impacto sócio-ambiental, bem como as diversas irregularidades e aspectos questionáveis que cercam o projeto.
Dilma suspende ida ao interior do estado
A descoberta de que ONGs ambientalistas articulavam uma manifestação contra o funcionamento de Candiota 3 ("Presidente Médici".) , no interior do Rio Grande do Sul, levou a presidente Dilma Rousseff a cancelar a inauguração da usina, prevista para hoje.
Na última semana, o Greenpeace produziu imagens da usina para usar em um documentário com críticas ao governo.
A equipe do Planalto soube da movimentação dos ambientalistas e alertou a presidente de que enfrentaria desgaste. Seria a primeira inauguração de obra de Dilma no cargo desde que assumiu a presidência.
A estrutura do evento já estava pronta. Era prevista exibição da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. Foram convidadas 2.000 pessoas e diversos prefeitos do Estado.
Candiota 3, lançada por Lula em 2006, é a maior obra do PAC na região Sul. O investimento é de R$ 1,3 bilhão. O nome de batismo da usina é "Presidente Médici".

VAMOS A LUTA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! usina de Belo Monte

Caros amigos de todo Brasil,

Chegou a hora de agirmos! O governo acaba de aprovar uma licença “parcial” que libera a derrubada de árvores para iniciar o canteiro de obras para a construção da usina de Belo Monte.

A decisão já teve forte repercussão, o Ministério Público Federal no Pará declarou que a licença é ilegal e não poderia ser emitida sem o cumprimento das condicionantes ambientais. Mas a Presidente Dilma está se fazendo de surda.

Somente uma mostra da indignação geral de brasileiros de todo o país conseguirá persuadir ela a revogar a licença. Nós sabemos que a pressão funciona! Se um número suficiente de pessoas ligarem para a Dilma, poderemos ajudar a proteger a nossa preciosa floresta e conseguir a revogação da licença ilegal. Se não agirmos, a floresta começará a ser derrubada, a construção dos canteiros de obra iniciará e ficará cada vez mais difícil reverter esse quadro.

Vamos inundar o gabinete da Dilma com telefonemas hoje, mostrando que estamos atentos e prontos para impedir a destruição do Rio Xingu.

Só leva alguns minutos.

Ligue para o gabinete da Dilma agora: (61) 3411.1200, (61) 3411.1201 ou (61) 3411.2403

Veja algumas sugestões do que falar ao telefone. Lembre-se de se apresentar e ser educado:

*     Peça a revogação imediata da licença parcial concedida esta quarta-feira e pare o andamento do projeto
*     Cite a renúncia do Presidente do IBAMA e o processo do Ministério Público Federal declarando a ilegalidade da licença
*     Peça investimento em eficiência energética e fontes verdadeiramente limpas que não causam uma devastação ambiental
*     De acordo com a lei brasileira e internacional, o governo tem a obrigação de proteger os direitos básicos das populações indígenas e comunidades locais
*     Mencione a petição para parar Belo Monte com mais de 385.000 nomes, dizendo que esperamos que ela ouça a população

Duas semanas atrás o ex-Presidente do IBAMA renunciou ao cargo, se recusando a ceder a pressão política para emitir a licença de construção de Belo Monte. Mas o governo rapidamente apontou Américo Ribeiro Tunes, um substituto leal que caladamente assinou a licença pouco depois de assumir o cargo.

Porém, a pressão está aumentando por vários lados. O Ministério Público Federal no Pará está comprometido a entrar na justiça para parar Belo Monte, líderes indígenas estão voando do Pará para se reunir com o governo e a nossa petição de 385.000 nomes será entregue em Brasília.

Vamos mostrar a nossa indignação! Ligue para o gabinete da Dilma agora: (61) 3411.1200, (61) 3411.1201 ou (61) 3411.2403. Juntos nós podemos proteger a Amazônia. Depois de ligar escreva para portugues@avaaz.org para contarmos o número de ligações.

Para fortalecer a nossa ação, ligue também para a Ministra do Meio Ambiente, Isabela Teixeira: (61) 2028-1057 or (61) 2028-1289, peça para ela parar de se omitir, fazer o seu trabalho e impedir este desastre ambiental.

Com esperança,

Luis, Alice, Graziela, Ricken, Ben, Maria, Pascal e toda a equipe da Avaaz

PS. Se você ainda não assinou a petição contra Belo Monte, assine aqui: http://www.avaaz.org/po/pare_belo_monte/?vl <http://www.avaaz.org/po/pare_belo_monte/?cl=925925192&v=8302

Fontes:

MPF vai à Justiça contra licença precária de Belo Monte:

MPF questiona licença de Belo Monte na Justiça:

Belo Monte: licença parcial não existe:

ONGs protestam e chamam licença parcial de Belo Monte de crime:

Reação em cadeia contra a licença a Belo Monte:




A maioria dos agrotóxicos comercializados no Brasil oferecem perigo ao meio ambiente, afirma Ibama



De acordo com relatório divulgado nesta segunda-feira (24) pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a maioria dos agrotóxicos comercializados no Brasil são classificados como perigosos ou muito perigosos para o meio ambiente.

O Ibama classifica os agrotóxicos em quatro níveis de acordo com o "potencial de periculosidade ambiental". Os da classe 1 são considerados altamente perigosos, os da classe 2, muito perigosos, os da classe 3, perigosos e os da classe 4, pouco perigosos.

Em 2009, 88% dos defensivos agrícolas comercializados no país pertenciam às classes 1, 2 e 3: 1% são da classe 1, 38% da classe 2, e quase metade, 49%, da classe 3. Na avaliação por estados, o panorama é parecido com o nacional, com exceção do Amazonas, onde a maioria dos agrotóxicos comercializados foram do tipo pouco perigoso para o meio ambiente.

Mais comercializados

Entre os dez mais comercializados está o metamidofós, banido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na última semana pelos altos riscos à saúde. A proibição será gradual e o produto poderá ser comercializado até 2012.

O insumo agrotóxico mais comercializado no país em 2009 foi o herbicida glifosato, utilizado em lavouras de 26 culturas diferentes, entre elas arroz, café, milho, trigo e soja. Avaliado na classe 3, de produtos perigosos, o agrotóxico teve 90,5 mil toneladas comercializadas no período.

Também estão na lista dos mais vendidos os produtos à base de cipermetrina, óleo mineral, óleo vegetal, óleo mineral, enxofre, ácido 2,4-Diclorofenoxiacético, atrazina, acefato e carbendazim. Segundo o Ibama, o acefato está passando por processo de reavaliação e pode ser banido das lavouras brasileiras.

Os dados para levantamento do Ibama são enviados por empresas, seguindo determinação legal. As informações poderão subsidiar a fiscalização e a concessão de autorizações de estudos para buscar produtos menos nocivos ao ambiente.

Fonte: AMDA

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Ibama libera licença para construção de Belo Monte


O Ibama liberou nesta quarta-feira a licença de instalação da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará. A licença será parcial, instrumento que não existe no direito ambiental brasileiro. Com ele, a Norte Energia, empresa que reúne os investidores, poderia iniciar a montagem do canteiro da obra.

O construção da usina em si, além do canteiro, ainda depende da licença de instalação definitiva, também pelo Ibama.

A liberação consta do sistema informatizado de licenciamento ambiental do Ibama. Procurados, o Ibama e o Ministério do Meio Ambiente não quiseram falar sobre a emissão da licença.

USINA

A usina de Belo Monte será a terceira maior do mundo, com capacidade de 11.233 MW (megawatts), atrás da chinesa Três Gargantas, com 22,5 mil MW, e da binacional Itaipu, com 14 mil MW.

O custo é estimado em até R$ 30 bilhões pela iniciativa privada --o governo estima em R$ 25 bilhões.

A primeira unidade geradora da hidrelétrica de Belo Monte deverá entrar em operação comercial em fevereiro de 2015.

A Norte Energia venceu, em abril deste ano, o leilão de geração promovido pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para a construção, operação e manutenção da Usina de Belo Monte. A operação e manutenção do empreendimento será realizada pela Eletronorte.

ENTRAVE

O processo de licenciamento foi conturbado. Os empreendedores negociavam com a agência ambiental e o governo a flexibilização dos prazos de cumprimento de algumas das 40 condicionantes impostas pelo Ibama na Licença Prévia, concedida antes do leilão da usina.

A Norte Energia argumentava que parte das condicionantes (pré-requisito para a concessão da licença de instalação) poderia ser cumprida posteriormente, sem prejuízo da região. O Ibama não havia aceitado o argumento.

O choque pode ter sido uma das razões para a saída do presidente do Ibama, presidente do Ibama, Abelardo Bayma. Ele alegou questões pessoais para deixar a presidência da agência ambiental.

No início do mês, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que existem mais de 30 pendências ambientais emperrando projetos de energia no país. O principal deles, a construção da hidrelétrica de Belo Monte, poderia atrasar em um ano se a autorização do Ibama não saísse até fevereiro.

O Ministério Público Federal do Pará encaminhou ofício ao Ibama prometendo ações judiciais caso a licença de instalação seja dada com a flexibilização das condicionantes.

Para evitar atrasos, as obras da usina têm que começar antes do período chuvoso, que inicia em abril.

FINANCIAMENTO

Em dezembro, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou empréstimo-ponte no valor de R$ 1,087 bilhão à Norte Energia para a implantação da usina hidrelétrica de Belo Monte.

"O empréstimo-ponte é um adiantamento de recursos a título de pagamento inicial das encomendas para a fabricação de máquinas e equipamentos necessários ao projeto, a fim de garantir o cumprimento do cronograma da obra, estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica", explicou à época, em nota.

Segundo o BNDES, o capital servirá para compra de materiais e de equipamentos nacionais, além do pagamento de serviços de engenharia e de estudos técnicos para a instalação da usina. O projeto faz parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

O empréstimo chegou a ser questionado pelo Ministério Público Federal e ONGs tentaram barrar o financiamento.

Fonte: Folha Online

PARE BELO MONTE


     
      O Presidente do IBAMA se demitiu ontem devido à pressão para autorizar a licença ambiental de um projeto que especialistas consideram um completo desastre ecológico: o Complexo Hidrelétrico de Belo Monte.
     
      A mega usina de Belo Monte iria cavar um buraco maior que o Canal do Panamá no coração da Amazônia, alagando uma área imensa de floresta e expulsando milhares de indígenas da região. As empresas que irão lucrar com a barragem estão tentando atropelar as leis ambientais para começar as obras em poucas semanas.
     
      A mudança de Presidência do IBAMA poderá abrir caminho para a concessão da licença –- ou, se nós nos manifestarmos urgentemente, poderá marcar uma virada nesta história. Vamos aproveitar a oportunidade para dar uma escolha para a Presidente Dilma no seu pouco tempo de Presidência: chegou a hora de colocar as pessoas e o planeta em primeiro lugar. Assine a petição de emergência para Dilma parar Belo Monte –- ela será entregue em Brasília, quando conseguirmos 150.000 assinaturas:
     
     
      Abelardo Bayama Azevedo, que renunciou à Presidência do IBAMA, não é a primeira renúncia causada pela pressão para construir Belo Monte. Seu antecessor, Roberto Messias, também renunciou pelo mesmo motivo ano passado, e a própria Marina Silva também renunciou ao Ministério do Meio Ambiente por desafiar Belo Monte.
     
      A Eletronorte, empresa que mais irá lucrar com Belo Monte, está demandando que o IBAMA libere a licença ambiental para começar as obras mesmo com o projeto apresentando graves irregularidades. Porém, em uma democracia, os interesses financeiros não podem passar por cima das proteções ambientais legais -– ao menos não sem comprarem uma briga.
     
      A hidrelétrica iria inundar 100.000 hectares da floresta, impactar centenas de quilômetros do Rio Xingu e expulsar mais de 40.000 pessoas, incluindo comunidades indígenas de várias etnias que dependem do Xingu para sua sobrevivência. O projeto de R$30 bilhões é tão economicamente arriscado que o governo precisou usar fundos de pensão e financiamento público para pagar a maior parte do investimento. Apesar de ser a terceira maior hidrelétrica do mundo, ela seria a menos produtiva, gerando apenas 10% da sua capacidade no período da seca, de julho a outubro.
     
      Os defensores da barragem justificam o projeto dizendo que ele irá suprir as demandas de energia do Brasil. Porém, uma fonte de energia muito maior, mais ecológica e barata está disponível: a eficiência energética. Um estudo do WWF demonstra que somente a eficiência poderia economizar o equivalente a 14 Belo Montes até 2020. Todos se beneficiariam de um planejamento genuinamente verde, ao invés de poucas empresas e empreiteiras. Porém, são as empreiteiras que contratam lobistas e tem força política –- a não ser, claro, que um número suficiente de cidadãos se disponha a erguer suas vozes e se mobilizar.
     
      A construção de Belo Monte pode começar ainda em fevereiro. O Ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, diz que a próxima licença será aprovada em breve, portanto temos pouco tempo para parar Belo Monte antes que as escavadeiras comecem a trabalhar. Vamos desafiar Dilma no seu primeiro mês na presidência, com um chamado ensurdecedor para ela fazer a coisa certa: parar Belo Monte. Assine agora:
     
     
      Acreditamos em um Brasil do futuro, que trará progresso nas negociações climáticas e que irá unir países do norte e do sul, se tornando um mediador de bom senso e esperança na política global. Agora, esta esperança será depositada na Presidente Dilma. Vamos desafiá-la a rejeitar Belo Monte e buscar um caminho melhor. Nós a convidamos a honrar esta oportunidade, criando um futuro para todos nós, desde as tribos do Xingu às crianças dos centros urbanos, o qual todos nós podemos ter orgulho.
     
      Com esperança,
     
      Ben, Graziela, Alice, Ricken, Rewan e toda a equipe da Avaaz
     
      Fontes:
     
      Belo Monte derruba presidente do Ibama:
     
      Belo Monte será hidrelétrica menos produtiva e mais cara, dizem técnicos:
     
      Vídeo sobre impacto de Belo Monte:
     
      Uma discussão para nos iluminar:
     
      Dilma: desenvolvimento com preservação do meio ambiente é "missão sagrada":
     
      Em nota, 56 entidades chamam concessão de Belo Monte de "sentença de morte do Xingu":
     
      Marina Silva considera "graves" as pressões sobre o Ibama:
     
      Segurança energética, alternativas e visão do WWF-Brasil:

Telhado ecológico

Além de bonito, eficiente no conforto térmico da casa e bom para o planeta, ele é simples de fazer - e custa menos do que você deve estar imaginando

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Muito se fala sobre as tais coberturas verdes, que mais parecem jardins suspensos. Mas por que elas ganham tantos adeptos? Para um sistema de fácil instalação e custo viável, o resultado surpreende e a lista de vantagens é extensa. Sobre a estrutura impermeabilizada do telhado ou da laje, colocam-se manta de proteção antirraízes, manta de retenção de nutrientes, terra adubada e plantas que exijam poucos cuidados em relação a água, poda e nutrição. "A camada de terra e vegetação funciona como um filtro de calor ou de frio, mantendo a casa fresca no verão e agradável no inverno", diz a arquiteta Karla Cunha, de São Paulo.

Esse conjunto barra ruídos que vêm de fora e ainda pode virar uma área de lazer, dependendo da inclinação da cobertura e do peso que suporta. Além dos benefícios para os moradores, o planeta sai lucrando, pois telhados verdes diminuem a concentração de calor nas grandes cidades e ajudam a reduzir os riscos de alagamento, já que a água da chuva escoa mais lentamente. Veja os detalhes no infográfico, que traz outra possibilidade de cobertura ecológica: a argila expandida.

VEJA QUADRO: Equipamentos verdes
ABSORÇÃO DE ÁGUA
O telhado verde substitui parte do solo permeável ocupado pela casa. Assim, a drenagem da chuva acontece em ritmo lento, evitando enchentes em locais cobertos de asfalto, cimento ou piso cerâmico, que não absorvem a água.
SISTEMA MODULAR
É instalado sobre uma membrana de retenção de nutrientes e uma membrana antirraízes colocadas sobre o telhado ou a laje impermeabilizada. É vendido por empresas como Ecotelhado (veja método na ilustração), Instituto Cidade Jardim e Sky Garden a partir de R$ 90 o m2 colocado.
SISTEMA EM CAMADAS
O engenheiro calcula o peso que o telhado pode suportar. Então a equipe da obra monta a cobertura verde.
ARGILA EXPANDIDA Oferece isolamento termoacústico em lajes impermeabilizadas. Na versão mais simples (ilustração acima), leva apenas brita e argila expandida. Mas pode incluir também areia, terra e plantas.

VEJA QUADRO: Telhado ecológico: três jeitos de fazer

PLANTAS QUE VÃO BEM NA COBERTURA 
Marco Antonio{txtalt}
• Grama-esmeralda (Zoysia japonica) Resistente ao pisoteio, é um dos tipos mais rústicos entre as gramíneas. Para que fique viçosa, depende de rega quando a chuva for insuficiente. Adubação semestral e poda periódica a mantêm homogênea.

Divulgação{txtalt}
• Grama-amendoim (Arachis repens) Proporciona forração densa, com flores amarelas em boa parte do ano. É mais indicada para áreas sem pisoteio, dispensa podas regulares e suporta períodos de seca, embora sofra com geadas.

Dreamstime{txtalt}
• Carpete-dourado (Sedum acre) Espécie de suculenta (planta capaz de armazenar água) de baixo porte que sobrevive bem em solo raso e exige cuidados simples: dispensa poda, exige água e aguenta períodos de seca, mas não pisoteio.

Divulgação{txtalt}
• Echevéria (Echeveria glauca) Rústica como toda a família das suculentas, pode ser tratada como a carpete-dourado, com regas apenas em caso de seca prolongada, sem exigir poda. Pede adubação semestral e não resiste a pisoteio.

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• Cacto-margarida (Lampranthus productus) A planta rasteira da família das suculentas floresce durante a primavera e o verão. Encara o clima frio, mas não o pisoteio. Exige água apenas nos dias mais secos e adubação semestral.

Marcos Lima{txtalt}
• Azulzinha (Evolvulus glomeratus) Essa espécie rasteira, com flores pequenas que duram quase o ano todo, não suporta pisoteio nem temperaturas baixas. Requer podas esporádicas e regas frequentes para manter flores e folhas viçosas.

OPTE POR MODELOS DE TELHAS MAIS SUSTENTÁVEIS Ter um telhado de bem com o planeta está cada vez mais fácil. Se você acha que instalar uma cobertura verde ainda é muito complexo, saiba que há outras opções ecológicas, como as telhas feitas de materiais reciclados e aquelas produzidas com fibras vegetais e compostos químicos. Elas são resistentes e oferecem bom isolamento termoacústico. Outra alternativa está nas telhas cerâmicas de cor branca, que refletem até 80% do calor e, por isso, geram economia de energia (já que reduzem a necessidade de ventiladores e ar-condicionado) e ainda combatem o aquecimento global. Tanto é verdade que o Green Building Council (GBC) Brasil, entidade que atua para promover a construção sustentável no país, lançou a campanha One Degree Less ("um grau a menos") para divulgar a prática dos telhados brancos.

Divulgação{txtalt}

"Pode-se usar as peças brancas, mas também dá para pintar as já existentes ou a laje com tintas térmicas especiais, vendidas em lojas de material de construção", explica Marcos Casado, gerente técnico do GBC Brasil. Um exemplo é a Metalatex Eco Telha Térmica, da Sherwin-Williams, que sai por R$ 169,90 a lata de 18 litros na Leroy Merlin. A seguir, três modelos de telhas ecológicas.

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1. A Onduline Clássica Tradicional (2 x 0,95 m) é feita de fibras vegetais misturadas a betume e resina especial, que agem como impermeabilizantes e conservantes. Em verde, vermelho, preto e marrom, as peças são leves (6,4 kg) e de fácil instalação. Na cor marrom, cada telha custa R$ 31,90 na C&C

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2. O modelo da Ecotop (2,20 x 0,90 m) é resultado da reciclagem de embalagens de creme dental. Pesa 14 kg, é durável e simples de instalar. R$ 32

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3. Da TopTelha, a Mediterrânea Pérola é ideal para compor telhados brancos, que mantêm a casa mais fresca. Por ser maior do que a média de mercado (a telha mede 41,8 x 24,9 cm), pede menos peças por m², gerando economia. Na Leroy Merlin, por R$ 1,95 cada

SAIBA COMO DEIXAR O TELHADO MAIS LEVE E ECONÔMICO
O tipo e o tamanho da telha influenciam a estrutura da cobertura: modelos grandes pedem menos madeiramento, o que conta pontos para uma obra mais ecológica e econômica. "Alguns fabricantes de produtos cerâmicos estão apostando nisso e fazendo peças maiores", diz o engenheiro civil Sergio Patricio Lima, de Cotia, SP. O tamanho é ainda mais significativo no caso de telhas de outros materiais: "Há uma boa redução no consumo de madeira por m² quando se usam modelos de chapa, alumínio ou fibrocimento, que proporcionam coberturas mais leves", afirma Mauricio de Almeida, engenheiro da Orbital Estruturas, de São Paulo.

A dica, então, é conversar com seu arquiteto, lembrando que a economia vale tanto para estruturas de madeira quanto de metal ou concreto. Se preferir a madeira - e ela não for nem de reflorestamento nem de demolição -, existem outros cuidados a tomar, como exigir do fornecedor o documento de origem florestal (DOF), emitido pelo Ibama, que garante a procedência legal do produto. Melhor ainda é investir em peças com o selo do Conselho Brasileiro de Manejo Florestal (FSC). Elas custam mais, porém dão a certeza de que sua produção leva em conta a biodiversidade e as populações que dependem da floresta.
Fonte:Planeta Sustentavel